O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 15/10/2021
De acordo com Leandro Karnal, um historiador e professor brasileiro, o celular tem se tornado uma extensão do corpo do jovem, que sofre por não poder utilizá-lo na escola. O livre uso desses aparelhos na classe gera um problema no Brasil, já que, grande parte dos adolescentes brasileiros não tem acesso a esse tipo de tecnologia. As causas e consequências dessa adversidade serão apresentadas no decorrer do texto.
Em primeira análise, o uso de celulares nas escolas vem gerando grande debate entre profissionais da educação e do governo, a discussão é sobre liberar ou proibir a sua utilização durante a aula. De acordo com a pesquisa feita pelo IBGE em 2019, estima-se que 40 milhões de brasileiros não possuem acesso a internet, o que faz com que apenas alguns possam utilizar esse meio para estudo.
Em segundo ponto, essa tecnologia, em teoria, facilitaria a aprendizagem e daria mais liberdade aos alunos, porém, também seria um meio de distração. Conforme o relatório do “App Annie Intelligence”, o Brasil esta no topo da lista de médias globais sobre uso do smartphone, com 5,4 horas diárias. Em um episódeo da série da Netflix, Black Mirror, nos é mostrado um futuro distópico onde tudo é baseado na sua avaliação feita por outros usuários no celular. No final desse capítulo, a protagonista acaba presa, mas se sente livre pela não utilização do aparelho.
Portanto, pode-se conluir que a utilização dos celulares nas escolas seria benéfica somente se feita com cautela, com a utilização em pequenos períodos, apenas para pesquisas, com a disponibilização de aparelhos pelas escolas, por meio de políticas públicas realizadas pelo governo, para alunos que não possuem tal tecnologia, com a finalidade facilitar os estudos para todos.