O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 25/10/2021
No livro ‘‘A República’’, do filósofo Platão, o autor idealiza uma civilização na qual todos os indivíduos trabalham em busca da harmonia, ou seja, do bem comum. Infelizmente, o uso excessivo do celular em sala de aula afasta o Brasil dessa sociedade utópica, já que esse aparelho, que deveria ser utilizado apenas para fins de aprendizagem, muitas vezes torna-se o principal distraidor do aluno na sala de aula, ocasionando malefícios para o seu desenvolvimento intelectual. Diante disso, é importante analisar os aspectos que envolvem essa problemática no país, para que se busquem formas de resolvê-la.
Sob tal ótica, vale lembrar que, com o advento da Quarta Revolução Industrial, ocorreram importantes inovações na área tecnológica, sobretudo o aprimoramento da internet. Nesse contexto, revela-se a rapidez para alcançar informações precisas, em poucos segundos - seja por meio de aparelhos celulares, computadores ou tablets -, que possibilitam a resolução de dúvidas que demorariam minutos para serem solucionadas dentro do âmbito escolar. Dessa forma, o uso de telefones movéis provoca uma didática prática e eficaz em prol da absorção de conhecimento por parte do aluno, mantendo os estudantes interessados no que é exposto em sala.
Por outro lado, ressalta-se que, de acordo com o Jornal G1, ‘‘Os índices de propriedade de smartphones em países emergentes e em desenvolvimento estão aumentando extraordinariamente, passando de uma média de 21% em 2013 para 37% em 2015’’. Nessa perspectiva, destaca-se o massivo consumismo de aparelhos celulares na sociedade, sobretudo devido à praticidade do acesso ao entretenimento e bate-papo com amigos nas redes sociais - como o Whatsapp e Instagram -, o que leva ao vício e dependência do usuário à tela. Desse modo, o fácil acesso da internet por adolescentes pode resultar no uso de forma indevida na sala de aula, distraindo-o das atividades escolares e corrompendo seu desempenho acadêmico.
Portanto, tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Cabe, então, ao Ministério da Educação, por meio de uma alteração na grade curricular das escolas públicas e privadas, tornar obrigatório aulas semanais com a atuação de profissionais da área da psicologia, em prol do trabalho mental dos alunos em relação ao controle do uso do celular nas salas de aula, a fim de efetivar a aprendizagem com esse aparelho no ambiente escolar. Assim, será possível aproximar o Brasil da sociedade utópica proposta por Platão.