O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 20/10/2021

Desde o século XX,as teorias do existencialismo acentuaram-se expressivamente nas sociedades mundiais, uma vez que se caracterizaram pela inclusão da realidade do indivíduo no centro da especulação filosófica, principalmente com a forte influência do pensamento de Sartre, ao afirmar que o homem é livre,mas ao ser lançado no mundo se torna responsável por tudo o que faz.Entretanto, ao observar os entraves no uso do celular nas salas de aula como ferramenta de aprendizagem, nota-se uma irresponsabilidade geral das escolas,tal como dos familiares que não ensinam o uso consciente. A princípio, como foi dito pelo filósofo Michel Foucault, na sociedade alguns temas são silenciados, e o que se percebe é uma ausência de debate no país e no mundo sobre como agregar de forma positiva os celulares para o aprendizado, nas salas de aula, haja vista tamanha importância que esses aparelhos têm obtido, de forma precoce, nas vidas das crianças e adolescentes. Assim, ainda hoje, muitas escolas proíbem seus alunos de até levarem seus aparelhos para as aulas, com risco de punição caso não cumpram tal demanda. Isso, por vezes cria situações em que esses jovens utilizem de forma escondida e para fins que desvirtuam das aulas, como jogos ou redes sociais, o que poderia ser evitado com horários definidos para recreação, bem como atividades e leituras por meio dos celulares. Outrossim, além dessa ausência de definição por parte das escolas, há o papel das famílias que no geral, apenas dão os celulares às suas crianças e, apartir daí, essas tomam as rédeas, criam redes sociais, acessam diversos conteúdos de maneira precoce, de forma contrária ao que a OMS recomenda, de que crianças, devem utilizar celulares somente com tempo curto e supervisão e, no entanto , utilizam geralmente por longos períodos e sequer possuem alguma forma de controle ou observação do que procuram.Consequente a isso, essas crianças levam pra sala de aula seus celulares e se dispersam nos estudos com esses aparelhos, afinal, não são apresentados à imensidão de aprendizados que podem alcançar nos seus celulares, não utilizam da maneira a qual poderiam aprender e serem beneficiados. Por tudo isso, cabe, primeiramente ao Governo Federal, no âmbito do Ministério da Educação, se reunir com professores e pedagogos para avançarem no quesito do uso de celulares nas salas de aula para realização de atividades e leitura, e garantirem que o uso seja somente nesse aspecto, ao supervisionarem as redes que os celulares estão acessando e bloquearem na internet das escolas conteúdos não relevantes ao aprendizado. Outrossim, cabe as Organizações Não Governamentais (ONG’s), utilizarem as redes ,por meio de posts educativos e videos informativos, para ajudarem as famílias a orientarem suas crianças e adolescentes como devem usar seus celulares para o aprendizado, e conhecerem desde novos as ferramentas que essa tecnologia tem como benefício.