O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 25/10/2021

No livro “Utopia”, de 1516, o filósofo Thomas Morus propõe uma ideia de sociedade ideal e perfeita. Nela, pontua-se a ausencia de conflitos e adversidades o que vem, desde então, inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, o uso do celular em sala de aula como ferramenta de aprendizagem ou de distração tem feito o Brasil se afastar desse lugar utópico. Nesse prisma, é válido analisar a proibição de mecanismos de estudo virtuais e o estereótipo do jovem e seu vício com o celular.

Nesse sentido, de acordo com o artigo 6º da Constituição Federal, promulgada em 1988, é direito de todos à educação. No entanto, o que se observa é uma inoperância de tal tópico da Carta Magna, haja vista que, nas escolas segundo o decreto PL 2.547/2007 da Câmara dos Deputados, o uso de aparelhos eletrônicos é proíbido, impossibilitando uma ferramenta de “fácil acesso” e grande eficácia, contribuir com o aprendizado e fixação da matéria.Assim, uma gama de estudantes todos os anos são submetidos a um método de ensino arcaíco e maçante, que contibui diretamente com a evasão escolar e falta de concentração, fato no qual urge mitigação.

Outro aspecto importante a ser analisado, é o estereótipo do jovem e seu vício com a mídia digital, e as horas passadas nas redes sociais e demais aplicativos, sendo um fato determinante para o preconceitono que tange ao incremento do celular na escola. Segundo dados do site Agência Brasil, apenas dois a cada dez alunos faz uso indiscrimado do celular na sala de aula, sendo um número baixo na proporção geral, o que demonstra a maturidade de grande parte dos jovens e a capacidade de usarem aparelhos eletrônicos no auxílio do estudo, o que urge mitigação.

Fica evidente, portanto, a necessidade de serem tomadas medidas para solucionar o uso do celular como forma de aprendizagem nas salas de aula. Assim, cabe ao Governo Federal por meio de uma lei, permitir o uso de ferramentas digitais, a fim de garantir maior fixação da matéria e credibilidade dos alunos, mediante o uso de verbas oriundas de operações co contra a corrupção à exemplo a Lava-Jato.