O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 26/10/2021
No século XX, a Revolução Técnico-Científica-Informacional trouxe diversos avanços tecnológicos, entre eles, é possível ressaltar a criação do primeiro aparelho celular. Diante disso, na contemporaneidade, pode-se destacar o celular como uma relevante ferramenta de aprendizado no ambiente escolar, haja vista as várias funcionalidades e possibilidades que o aparelho propicia. Apesar disso, a implementação do dispositivo nas salas de aula passa por dificuldades devido à rejeição de muitas famílias e a persistência de métodos tradicionais de ensino.
Diante desse contexto, de acordo com o empresário Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”. Nesse sentido, seria bastante conveniente usá-la para fins educativos, porém verifica-se grande desaprovação dos pais em relação ao uso do celular nas aulas pelo filho, tendo em vista o desconhecimento deles quanto a esse novo mecanismo. Dessa forma, muitas famílias restringem-se a ver o instrumento como apenas ferramenta de distração e para uso de lazer, desprezando a disponibilidade de diversas funções agregadoras de conhecimento. Assim, muitas instituições de ensino proíbem sua utilização para não enfrentar intensa rejeição.
Outrossim, a partir da afirmação “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo” do educador Paulo Freire, vale considerar que as novas tecnologias poderiam facilitar esse processo de transformação. No entanto, muitos professores apresentam dificuldades de adaptarem-se às inovações, de forma a complicar a implantação do telefone móvel com função pedagógica. Dessa maneira, o ensino fica limitado, uma vez que esse instrumento torna o processo de aprendizagem mais dinâmico e oferece recursos os quais não se encontrariam nos materiais didáticos. Desse modo, sem o celular, as aulas têm grandes chances de tornarem-se maçantes para os alunos, assim, a aprendizagem é prejudicada.
Portanto, cabe à mídia, formadora de opinião, por meio de propagandas, trazer informações acerca das utilidades do aparelho celular como forma de ensino quando há o devido controle, com o intuito de esclarecer os benefícios ao público e desmistificar ideias falsas que envolvem o assunto. Além disso, urge ao Estado, por intermédio do Ministério da Educação, oferecer cursos que capacitem os docentes ao uso dos recursos tecnológicos em sala de aula, a fim de introduzir um método de ensino mais dinâmico em detrimento às metodologias tradicionais. Assim, será possível aproveitar as inovações trazidas pela Revolução Técnico-Científica-Informacional na obtenção de conhecimento.