O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 28/10/2021
Malala Yousafzai destaca que: “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo.” De fato, a educação é um feito capaz de modificar diversos âmbitos dos países. Porém, a tecnologia está progredindo cada dia e a educação também deveria. Portanto, uma caneta pode ser substituída por anotações nos celulares, os PDFs poderiam ser utilizados no lugar de livros físicos. Inclusive, com a ajuda de livros baixados, o docente teria a chance de expandir os ensinamentos para além dos livros didáticos. Logo, utilizar smartphones nas classes não significa regressão e, sim, uma forma de avançar no ensino de forma proporcional a sociedade além da escola. Todavia, para que haja pontos positivos, será necessário a colaboração do interesse de aluno, professor e instituição.
Primeiramente, diante da pandemia, por conta do coronavírus, os alunos precisaram se adaptar à EaD (Ensino a Distância), logo, usaram aplicativos gratuitos do Google para ter acesso aos assuntos escolares, como Google Forms e Google sala de aula. Sendo assim, perante essa adaptação e o retorno das aulas presenciais, seria interessante o uso de tais aplicativos em sala de aula. Por exemplo, o professor explicaria o conteúdo, a parte teórica e, em seguida, poderia disponibilizar um link com um questionário para os alunos, utilizando o Google Forms, onde eles acessariam por meio dos celulares. Essa atitude deixaria a aula mais prática e dinâmica, visto que os aprendizes não iriam precisar copiar em seus cadernos, além de que eles, provavelmente, já teriam prática de digitalização.
Entretanto, segundo o relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os alunos brasileiros lideram o ranking de indisciplina. Dito isso, para que ocorra avanço no ensino com a utilização dos aparelhos tecnológicos ou não, é necessário que o docente procure criar uma relação com o discente, que haja maior comunicação. Assim, uma das formas é a organização da classe em formato de U, onde a visão geral da sala fique livre, facilitando o debate, o desenvolvimento da aula e do ensino. Além disso, expandir os espaços do saber, ensinar utilizando outros meios que não sejam os livros cedidos pela escola, são posicionamentos relevantes. Pois, saem da zona de conforto e condizem os alunos à experimentar a aprendizagem de formas distintos do habitual.
Por fim, com o objetivo de proporcionar praticidade nas instituições brasileiras, o Estado deveria possibilitar a liberdade às escolas para que possa haver a utilização de celulares, com a intenção exclusivamente formal. Assim, juntamente com a organização das classes em formato de U, a interação e dinâmica seria facilitada e o estudo seria mais elaborado de acordo com as respectivas atualizações da sociedade. Além disso, os discentes poderiam apresentar ideias que facilitassem o processo de inserção dos celulares nas classes, poderiam criar debates e defender o avanço na aprendizagem.