O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 28/10/2021

A Revolução Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, acarretou em mudanças drásticas no conceito de comunicação e união mundial. Contudo, percebe-se que o uso de novas tecnologias como o aparelho celular acarreta um novo desafio na contemporaneidade, o que reflete pontos negativos na sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário coibir esse problema, haja vista dois aspectos: benefício em inserir-lo na aprendizagem e o mal uso do celular feito pelo aluno.

A princípio, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à ampliação dos investimentos direcionados a educação, é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes nas trajetórias. Isto acontece já que a ausência de investimentos fazem parte da realidade enfrentada por essas pessoas. Desse modo, é possível verificar a inoperância do Estado acerca dessa questão, verdade essa que ratifica o não cumprimento de um dever previsto na Constituição Federal e que, por outro lado, expõe a necessidade de, mediante políticas públicas, mudar essa conjuntura.

Outrossim, que o mal uso do celular, é propulsor para que não faça utilidade do aparelho para fins educacionais. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiaridade da “modernidade líquida ”vivenciada na contemporaneidade. Diante de tal contexto, caso o problema continue sendo tratado da mesma maneira, é provável que haja uma sociedade que não sabe conciliar as novas tecnologias em prol da aprendizagem.

Torna-se importante, portanto, ações que enfrentem o mal uso do celular em sala de aula. Para isso, é necessária uma alteração no comportamento da sociedade civil organizada, na cobrança de atuação do Ministério da Educação frente a efetivação de políticas públicas. Isso será feito através de ações que  beneficie um ambiente de aprendizado mais adptado à tecnologia, realizadas com verbas provenientes do fundo rotativo orçamentário, com o intuito de mitigar o uso equivocado da tecnologia na educação. Desse modo, será possível que haja interação de elo entre aluno, professor e tecnologia.