O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 30/10/2021

Com a Revolução Técnico-Científico-Informacional, os avanços da tecnologia logo chegaram à sala de aula. Nesse contexto, o uso de celulares em sala de aula parece se adequar a atualidade. Entretanto, esse apelo ao novo não leva em conta os danos ao aprendizado causados pelo aparelho, tanto no longo prazo quanto no próprio momento da aprendizagem.

Primeiramente, deve-se analisar os problemas do uso de telas a longo prazo. Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP orienta que, por exemplo, crianças de 7 a 9 anos passem no máximo 2 horas por dia em frente a telas, porém a média de uso de aparelhos nessa faixa etária é de 4 horas. Dessa forma, o uso de celulares na escola aumentaria essa média e acentuaria os problemas gerados já apontados pela SBP, tais como déficit de atenção, violência, sedentarismo, hiperatividade, insonia etc.

Além disso, o uso de smartphones diminui a aprendizagem no momento de estudo. Segundo um artigo publicado no The University of Chicago Press Journal, ocorre um efeito chamado “Brain Drain” quando se estuda próximo ao celular. Nesse contexto, a capacidade cognitiva do estudante se reduz, diminuindo sua performance e capacidade de concentração, o que certamente impactará seu estudo naquele momento. Sendo assim, consoante ao parágrafo anterior, o uso de aparelhos reduz a capacidade cognitiva a longo prazo e põe obtásculos justamente no momento da aprendizagem.

Dado o exposto, medidas devem ser tomadas a fim de combater os danos causados por celulares em sala de aula. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras e apresentação de estudos científicos, estimular o não uso de celulares dentro das salas de aulas nos períodos dos ciclos básicos de ensino, trabalhando apenas o ensino convencional, focando no desenvolvimento criativo e com atividades heurísticas, incentivando o uso de telas apenas no ensino superior, quando o cérebro humano se encontra num mais avançado estado de formação.