O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 19/11/2021
Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. Nesse sentido, no contexto brasileiro, a tese defendida por esse americano aponta para o fato de que os governantes não estão agindo de forma efetiva para superar a questão da negligência em relação ao uso do celular em sala de aula . Destarte, é necessário atentar-se para as principais causas desse problema: a ausência de muitos pais na criação dos seus filhos e a omissão do Poder Público na discussão do tema na educação.
Sob esse viés, a falta de responsáveis do cotidiano desses jovens é um dos responsáveis pelo agravamento desse cenário. Com isso, não ocorre uma orientação adequada que ressalte os riscos do uso constante dos smartphones, como o desenvolvimento de déficit de atenção e hiperatividade, fato que atrapalha o desenvolvimento escolar dos mesmos, de acordo com o site G1. Em outras palavras, sob a ótica de Içami Tiba, médico brasileiro, os pais devem ser presentes na formação de seus descendentes, de modo que a contração dos malefícios do uso de tecnologias de comunicação nos estudos sejam evitadas. Logo, é inadmissível que em um país signatário dos Direitos Humanos, muitos adultos sejam omissos na vida de seus filhos e, consequentemente, faça com que essa parcela da população fique desamparada e tenha seu desenvolvimento prejudicado.
Outrossim, é notória a ineficiência do aparato institucional na garantia de um sistema educacional democrático e eficiente, diferente do que prevê a Constituição de 1988. A evidência desse cenário ocorre pela falta de debates nas escolas acerca da importância de não levar celular na mesma, já que esse equipamento tecnológico funciona como um distrator e diminui a concentração mesmo quando desligado, de modo que o senso crítico desses alunos não seja estimulado. Posto isso, é revoltante que em um país de alta taxa tributária, o Estado transgrida a disseminação desses conhecimentos, de forma que o aprendizado desses jovens seja comprometido, haja vista a defasagem dessas políticas públicas.
Portanto, o Ministério da Educação, importante órgão do governo, deve promover palestras educativas que salientem os malefícios da utilização de smartphones em salas de aula, por intermédio do bom aproveitamento de impostos e médicos especialistas no assunto, além da presença dos pais na vida dos seus filhos. Tais debates devem ocorrer como rodas de conversa com esses profissionais e alunos semanalmente nas escolas de rede pública e privada. Espera- se, com essa medida, que o uso de celulares nas escolas seja mitigado, de maneira que o Brasil se distancie da proposição teórica de Thomas Sowell.