O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 05/11/2021
Para Platão e sua teoria do “rei filósofo”, somente a educação é capaz de transformar, ao longo do tempo, o indivíduo comum em alguém dotado de conhecimento e capacitado para dirigir a si mesmo e a outros. Atualmente, com o advento tecnológico, vários mecanismos, como celular, impulsionaram o método educacional. Nesse sentido, é necessário a construção de uma linha tênue entre a potencialização do rendimento escolar e a perda da concentração oriunda do uso dos smartphones em aula.
Em primeira análise, é inegável os benefícios que o uso do celular em sala de aula trás. Nesse viés, tal uso tem o poder de maximizar o processo pedagógico. Evidencia-se esse fato no momento em que alunos tem a sua disposição, de forma rápida e instantânea, um variado meio de pesquisa, como dicionários onlines, vídeos com experimentos do que foi estudado teoricamente e conteúdos multiculturais. Dessa forma, essa ferramenta possui o poder de potencializa o método ensino-apredizado por expandir a visão de mundo do dicente.
Por outro lado, quando usado sem supervisão e orientação do docente, esse mecanismo torna-se uma ferramenta de distração. Sob esse ângulo, o aluno presente em sala e que está cansado da aula tradicional busca inconscientemente um refúgio para fuga do tédio. Esse fato, é sintetizado pelo sociólogo Jeremy Bentham no qual mostra que o indivíduo sempre se guiará em busca da autossatisfação e fuga do sofimento. Dessa maneira, ao ver a aula como tediosa, o aprendiz busca uma fuga inconsciente e enxerga no celular uma forma de distração.
Portanto, levando em conta a importância da formação de ua linha ponderada sobre essa ferramenta, é necessário políticas de mudança. Assim, visando não somente expandir o acesso do conhecimento em sala, mais também evitar distrações, o Ministério da Educação deve proporcionar capacitação aos professores para superviosar e orientar o uso do celular durante a aula. Por fim, as escolas devem confeccionar uma cartilha voltada aos alunos objetivando conscientizar-los sobre a importancia de não usar o aparelho sem a orientação do professor. Dessa maneira, a educação continuará formando grandes indivíduos como teorizou Platão.