O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 11/11/2021
Desde que as tecnologias se tornaram mais presentes na sociedade no século XIX, em especial com a criação dos celulares em meados de 1980 , surgiram debates em relação à quanto eles poderiam influenciar na vida das pessoas. Atualmente, nas salas de aula, o uso do celular é amplamente discutido, se ele é ferramenta de aprendizagem ou de distração, o que pode-se ser interpretado como uma situação de desconhecimento e receio de sua utilização por parte dos professores. Isso decorre, sobretudo, devido a falta de informação sobre os produtos e a inexpressividade dos órgãos educacionais.
Primordialmente, sob a ótica social, faz-se essencial refletir sobre a carência informacional. A respeito desse quadro, é válido lembrar a ideia do filósofo Francis Bacon, o qual relaciona que o saber, fornece meios para alterar o panorama vivido. Assim sendo, é evidente que o desconhecimento dos aparelhos celulares pelos professores formados pela versão mais padronizada do lápis e papel, contribui para que os aparelhos telefones sejam vistos como ferramentas de distração, cujo são dispensáveis para as salas de aula, o que visto de outra forma pode ser o contrário, visto que se utilizados corretamente, como ferramentas de buscas sobre assuntos temáticos das aulas, podem ajudar os alunos a terem outras perspectivas nas aulas, agregando para o aprendizado geral. Logo, urge a necessidade de sanar tais problemas.
Ademais, a inexpressividade dos órgãos educacionais é um fator coadjuvante na questão. De acordo com o TIC educação de 2016, o celular já faz parte da vida de 93% da população brasileira, incluindo jovens e crianças. Logo, é evidente que utilizar todo esse alcance que os celulares proporcionam à benefício dos alunos é algo crucial, o que já poderia ocorrer, desde que as escolas e órgãos de educação explorassem tais recursos, porém, o que se têm no corpo social é um cenário que dificulta e reprime tais possíveis avanços, permanecendo sempre ao que se é padrão e não usando a evolução da tecnologia à favor dos estudantes. Portanto, fica clara a necessidade de intervenção dos órgãos educacionais, para que tal conjuntura seja alterada.
Dessa forma, para que o Brasil mude o cenário atual, é primordial que o Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas, busque informar profesores, diretores e alunos sobre os benefícios e malefícios à respeito dos celulares, a fim de usar a presença deles para agregar no ensino dos alunos. Além disso, o governo federal deve implementar novas verbas para as instituições de ensino, com o objetivo de evoluir cada vez mais as escolas, utilizando melhor as tecnologias em favor dos estudantes, podendo, assim, fornecer meios para mudar o panorama vivido, como Bacon afirmava.