O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 10/11/2021
“A humanidade está adquirindo toda tecnologia certa por todas as razões erradas.”. Após uma reflexão aos dizeres de Douglas Adams, escritor britânico, é possível perceber que a atual questão do celular em sala de aula, como um fato que poderia causar grandes facilidades e avanços para o dinamismo das aulas, porém, não é o que realmente acontece nos dias atuais, visto que devido a falta de orientação adequada do uso desses aparelhos para os jovens cidadãos, promove-se nesses uma constante falta de atenção com a realidade, quando próximos dos celulares. Assim, é lícito afirmar que o celular possui grande potencial como ferramenta de aprendizado, contudo, para que esse potencial seja capitalizado, ações que busquem mudar a atual mentalidade dos jovens quanto a esses aparelhos são necessárias.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do governo, o descaso e a falta de preparo para lidar com as novidades da Revolução Técnico-Científico-Informacional, especificamente, a modernização e popularização dos celulares. Essa lógica é comprovada pela atual falta de orientação do Estado quanto ao uso de celulares para os jovens, pois essa nova geração de cidadãos já nasce com um vínculo muito grande com esses aparelhos, logo, a fala do matemático Pitágoras torna-se pertinente nesse contexto, " Educai os jovens, para que não seja necessário punir os adultos.", agindo nesse viés, adptações quanto à educação desses jovens indivíduos para o uso adequado dessas novidades são necessárias, para que eles passem a enxergar o celular, também, como uma grande ferramenta de aprendizado, assim, no futuro, possam não sofrer com as atuais consequências da má utilização desses aparelhos.
Outrossim, é imperativo pontuar que a falta de atenção nas aulas é uma das principais mazelas da citada falta de orientação quanto ao uso dos celulares. Isso decorre do fato que os jovens estão tão vinculados a esses aparelhos, que o simples alerta de notificações dele já oferece estímulos ao cérebro que provocam a desatenção, esse vínculo é tão forte que se iguala a um vício, como exposto pela “BBC News”, “1 em cada 4 jovens está viciado em celular”. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, adotando-se medidas que busquem orientar um uso mais adequado do celular, logo, cabe o ministério da educação promover palestras em escolas sobre formas de lidar com esse aparelho sem que haja o desenvolvimento de vícios relacionado a ele, salientando, também, as funcionalidades educacionais que ele possui, visto que essa medida é a mais eficiente para a mudança da atual mentalidade dos jovens quanto a essa tecnologia, dessa forma, o celular será usado como ferramenta de estudo em vez de distração.