O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 15/11/2021
Durante a pandemia do CoronaVírus, as escolas, com urgência, tiveram que se adaptar ao EAD - Ensino a Distância. Nesse período, os alunos estiveram totalmente conectados à tecnologia. Após o retorno ao presencial em algumas escolas, surgiu um impasse com relação ao uso de celular em sala de aula. Estudantes ligados aos celulares mais do que nunca e as escolas voltando ao ensino como era antes da quarentena. Nesse contexto, faz-se necessário analisar o uso do celular em sala de aula, seus benefícios e malefícios.
Em primeiro lugar, é imporatante destacar o fato de que o celular pode ser usado como ferramenta de estudo e ensino. Na animação “WiFi Ralph”, os personagens Ralph e Vanellope viajam à internet. De forma simples, o filme mostra as infinitas possibilidades da tecnologia, incluindo a aprendizagem. Fora da ficção, não é diferente, se usado da maneira correta, o celular potencializa e facilita os estudos e implica a interação dos estudantes em sala de aula.
Além disso, o celular pode distrair os alunos. Em contraste ao uso da tecnologia em sala de aula de forma benéfica, há a possibilidade do celular atrapalhar tanto os professores como alunos. Como já foi visto, a internet apresenta diversas possibilidades e com um aparelho em mãos essa interação é facilitada. Dessa forma, os estudantes podem sair de uma ferramenta educacional e ir, por exemplo, ao TikTok em segundos, justificando a proibição dos celulares durante as aulas na maioria das escolas.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para resolver o impasse atual. Para que o celular seja aproveitado como uma maneira de ajudar o aprendizado, urge que o Ministério da Educação ensine, por meio de mídia e palestras, o uso correto e satisfatório dos celulares em sala de aula, que promova a interação dos alunos através de um objeto com o qual estão tão familiarizados. Somente assim, será possível que o celular seja utilizado para fins educacionais, sem que o aprendizado seja interrompido por distrações encontradas no próprio aparelho.