O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 16/11/2021

Após a Revolução Digital, no século XX, houve um maior uso da tecnologia tanto no setor produtivo quanto nos aspectos socioeconômicos. Entretanto, na contemporaneidade brasileira, os benefícios da inovação tecnológica não são usufruídos de maneira adequada, uma vez que a educação ainda carece de insumos que permitam a utilização do celular em sala de aula para estimular o aprendizado. Nesse contexto, cabe analisar os fatores que impedem a educação via smartphones, tais como a conduta populacional antiquada e a inoperância estatal em assegurar tal tecnologia de modo equitativo.

Mormente, é fato que o posicionamento social dificulta a dinamização educacional por meio dos celulares. Sob esse prisma, conforme o biólogo Charles Darwin, o mais inteligente não é o que detém de maior força física, e sim o que se adapta às mudanças do meio em que vive. Nesse viés, infere-se que é necessário adequar-se às transformações vigentes, sobretudo a inserção da tecnologia na educação, que permite maior praticidade na criação de projetos na sala de aula. Todavia, a defesa de um método de ensino tradicional e a intolerância à modernização do ensino dificulta o aproveitamento dos celulares com fins benéficos e, por conseguinte, desestimula o interesse estudantil. Assim, o comportamento insurgente populacional impede a utilização de smarthphones no aprendizado.

Outrossim, torna-se evidente a inobservância estatal diante do uso de celulares no ambiente escolar de maneira igualitária. Isso posto, segundo o sociólogo Michael Sandel, a mercantilização atual faz com que ricos e pobres tenham vidas cada vez mais separadas, e tal lógica de mercado se reproduz na sociedade. Sob essa análise, depreende-se que a logística capitalista penetra em outras instâncias, o que inclui a educação, e faz com que a utilização de inovaçôes tecnológicas sejam restritas às classes elitizadas. Dessa forma, a dinamização do aprendizado promovida pelos celulares faz-se restrita àqueles que usufruem da rede educacional privada e independem de recursos estatais, uma vez que a comunidade carece de investimentos que assegurem o acesso à tecnologia de modo isonômico. Dessarte, a negligência estatal dificulta a equidade no aproveitamento de smartphones na educação.

Portanto, é imprescindível assegurar o uso de celulares na educação no Brasil. Para isso, cabe a mídia, responsável pela elaboração de projetos, instruir a população a respeito da dinamização promovida por smartphones, por meio de campanhas, a fim de cessar o preconceito contra métodos educacionais modernizados. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, garantir o acesso à tecnologia de modo equitativo, mediante o investimento em recursos digitais escolares, a fim de promover o uso de celulares nas salas de aula independente da condição financeira. Assim, os benefícios promovidos pela Revolução Digital serão amplamente usufruídos no país.