O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 17/11/2021
Para Émile Durkheim, sociólogo francês, a sociedade se comporta como o corpo humano, no qual podem haver fatos sociais normais ou patológicos, sendo que o último pode corromper todo o corpo social. Seguindo essa linha de raciocínio, o uso de celular na sala de aula pode configurar-se como uma patologia que corrompe todo o processo de ensino, tendo consequências que podem se alastrar para diversos campos da comunidade. Diante disso, é preciso analisar os efeitos nocivos do aparelho nas salas de aula e debater acerca da imobilidade do Estado frente à esse problema.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o aparelho celular tem íntima relação com a falta de atenção e baixo desempenho de estudantes nas salas de aula. Nesse cenário, é possível que casos de ansiedade, depressão e desinteresse escolar sejam desencadeados, o que poderia levar futuramente à agressividade, baixa preparação para o mercado de trabalho, etc, confirmando a visão de Durkheim. Como indicativo desse problema, pesquisadores da universidade de Chicago concluiram em uma pesquisa que, a simples proximidade de um celular ao usuário lhe causa prejuízos na mémoria e na formulação de idéias. Dessa forma, é necessário que alunos e professores estejam atentos aos malefícios do telefone na escola, para que assim, possam evitá-los.
Ademais, é necessário ressaltar a inércia do Governo brasileiro acerca dessa temática, que pouco tem feito para contornar o problema relatado. Nas palavras de Immanuel Kant, ´´o homem é aquilo que a educação fez dele``, o que expõe a necessidade de se tratar a educação brasileira como prioridade no governo, visando, no futuro, elevar o IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil e evitar o incremento nos indicadores de violência e desigualdade social. Assim, é possível perceber a urgência de políticas que fomentem a educação de qualidade no Brasil.
Portanto, são necessárias ações do Estado, para que alunos e educadores estejam atentos aos possíveis efeitos prejudiciais do smartphone no ambiente escolar. Dessarte, o Ministério da Educação deve, por meio de campanhas educativas veiculadas na internet e televisão, indicar os efeitos tóxicos de celulares no momento de estudo e ensinar como evitá-los. Desse modo, a sociedade poderá fazer um uso mais responsável e racional do celular, reduzindo a possibilidade de ser afetada negativamente pelo mesmo e se aproximando de uma utopia.