O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 17/11/2021

No fim do século XIX, Heinrich Hertz, criou um dispositivo transmissor de códigos sonoros pelo ar, que, anos depois seria transformado no celular, a ferramenta de maior importância da modernidade. Todavia, ainda que o aparelho tenha influência direta no cotidiano da sociedade, persistem os debates relativos ao uso do mesmo no ambiente escolar. Nessa conjuntura, é válido analisar como resultado da introdução desse mecanismo e seus respectivos aproveitamentos.

É indubitável que o constante manejo dos smartphones provoca um conflito entre docentes e discentes. De um lado, os educadores tradicionais acusam os celulares de promover alienamento e distração, proibindo seu uso, no entanto, do outro, os alunos não estão dispostos a desapropriarem-se dele, visto que o aparelho faz parte das suas rotinas. Em suma, é preciso que os professores atuem sabiamente tornando o atual impasse em algo impulsionador do ensino. Ademais o uso de livros e lousas já não são suficientes para engajar o interesse pelo aprendizado. A tecnologia da Revolução Industrial vem reformulando e otimizando os hábitos sociais, e em âmbito acadêmico não é diferente. Na atualidade o aproveitamento dos sites, aulas de vídeo e aplicativos educacionais fazem dos planos de estudo do desejo, portanto, inseri-los na metodologia escolar pode tanto dinamizar o ensino, como atrair os estudantes. Com isso, as escolas devem adotar políticas e posturas, por meios de regras, para explorarem os aspectos benéficos dos eletrônicos.

Contudo, uma apropriação dos celulares deve ser controlada e orientada pelos pedagogos. A Unesco foi uma das percursoras ao defensor da postura, afirmando que as instituições responsáveis ​​pelo desenvolvimento didáticas relacionadas ao tema. De maneira semelhante, é possível inferir que as escolas podem promover essa mudança ao estabelecer uma rotina para o uso dos dispositivos móveis, tornando os períodos mais interessantes ao promoverem, por exemplo, pesquisas e debates virtuais. Assim, de maneira coerente e reagrupada a apropriação dos recursos serão exclusivamente para fins educativos.

Entende-se, portanto, que inviabilizar a utilização dos aparelhos celulares não é coeso diante das diversas vantagens dos mesmos no contexto acadêmico. Para isso, é preciso que o Poder Legislativo, junto à população, reformule a lei sobre o uso do aparelho, tornando-o livre desde que seja para atingir metas educacionais. Assim como, o Ministério da Educação deve investir na informação de aplicativos para os alunos, além de fornecer conferências às autoridades acadêmicas para explorar e incentivar a temática. Dessa maneira, a invenção de Hertz ao abrigo de promulgar conflitos benéfica ao ensino.