O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 17/11/2021

Cada vez mais as novas tecnologias são inseridas ao nosso cotidiano. Muitas delas surgem com o intuito de facilitar nossas vidas, serem multifuncionais e proporcionarem um dinamismo de tarefas. Mas, ao menos uma tecnologia – não tão moderna, precisou receber um pouco de cautela quando atingiu o ambiente escolar. Professores têm reclamado da falta de atenção dos alunos, principalmente pelo uso do aparelho de celular durante a aula.

Não se pode negar que os professores, exercendo seus devidos papéis de educadores, têm plenos direitos de chamar a atenção para este problema. Contudo, não se pode cegar também para os avanços que as tecnologias e a informática trouxeram nas ultimas décadas. Portanto, o celular, bem como outros aparelhos eletrônicos, não pode ser caracterizado única e exclusivamente como objeto de distração. Na Coréia do Sul, por exemplo, o governo decidiu adotar os tablets (espécie de computador de mão) em todas as salas de aula até o ano de 2015. Tendo em vista que um tablet tem capacidade para armazenar em sua memória muito mais livros do que uma criança é capaz de carregar na mochila, a iniciativa acaba por promover mais interatividade e uma rotina mais saudável para os alunos.

Não significa que o Brasil deva se espelhar no sistema em desenvolvimento na Coréia do Sul, o que seria impossível devido às proporções continentais do nosso país, mas sim relativizar a importância que qualquer tipo de tecnologia tem na vida dos jovens e utilizar isso em prol da educação. É justamente através da identificação da juventude com as tecnologias contemporâneas, que poderemos encontrar o interesse pelos estudos, associado a uma linguagem que as crianças e os adolescentes estão acostumados.

Se, ao invés de proibir a utilização do celular em salas de aula, o deputado João Pedro estivesse mais interessado em proporcionar uma melhor orientação aos professores e alunos sobre as vantagens e desvantagens do celular, provavelmente estaríamos formando cidadãos mais preparados para lidar com as próximas tecnologias e seus inconvenientes.