O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 20/11/2021

A Constituição Federal Brasileira prevê como direito social a todos os cidãdoes do país a educação de qualidade. Contudo, tal fator possui um grande impasse pois o uso de celulares em salas de aulas pode ser benéfico e maléfico, pois serve como ferramenta de aprendizagem ou como causador de distrações aos alunos. Desse modo, entende-se que tal situação deve ser pautada, pois o uso de celulares não deve ser proibido e sim utilizado pois com as diversas inovações tecnológicas ocasionou uma revolução positiva no ensino mas, também, deve-se considerar os pontos negativos de tal prática.

Em primeiro lugar, vale salientar que a revolução tecnológica advinda a partir do século 21 ocasionou mudanças positivas no formato de aprendizagem e, desse modo, não devem ser excluídas e sim aproveitar. Segundo Paulo Freire “Ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si mediatizados pelo mundo” e, desse modo, é inegável o papel da tecnologia mediadas pelos professores no aprendizado pois oferece várias possibilidades em relação ás dinâmicas das aulas. Dentre estas destacam-se a criação de slides pelo Google Slides, acessar PDF sobre livros ou outras informações no Google para estudos, permitindo com que seja possível assistir vídeos pelo Youtube ou produzir vídeos para algum trabalho escolar, fazer textos pelo Google Documentos e entre outros.

Contudo, torna-se necessário o conhecimento dos pontos negativos os quais devem ser analisados. A inovação tecnológica advinda no século 21, a vinda de computadores, celulares, tablets e televisões e entre outros passaram a reger e estarem internalizados na vida de todas as pessoas, principalmente jovens e, portanto, pode-se considerar que a utilização de tais aparatos excessivamente promove o vício e depedência. Um estudo da Unifesp feito pela psicóloga Fernanda Davidoff com 264 estudantes paulistanos informa que 63% deles dormem pouco para continuar conectadas na internet, 51% acessam internet enquanto jantam ou almoçam, logo, entende-se que a dependência e vício tecnológico será reflexo nas salas de aulas e, caso não seja lidado em salas de aulas, será prejudicial.

Desse modo, medidas devem ser feitas para garantir a educação de qualidade por lei e limitar o uso inadequado e excessivo de celulares e outros aparelhos tecnológicos em determinados meios. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação promova uma campanha de conscientização nas escolas por meio de palestras feitas por psicólogos disponibilizados pelo governo, contratados por verba governamental, para esclarecer como o uso excessivo dos celulares em momentos indevidos nas aulas é prejudicial e quais medidas as escolas devem tomar, juntamente com os pais desses alunos, para limitar e definir o uso adequado a fim de “quebrar” o vicío existênte e garantir o uso correto como ferramente de aprendizado, especificando momento correto quanto ao uso.