O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 22/11/2021
O Brasil é um país continental com uma população colossal, consequentemente haverá um elevado nível de desigualdade, contrariamente, grande parte do corpo social brasileiro tem acesso a aparelhos móveis, na qual muitos dos usuários ainda estão em época escolar, consequentemente, há a interferência desses aparelhos na vida educacional. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de posse de um aparelho móvel na população de dez anos ou mais em 2019 é de 82,9%. Além disso, uma pesquisa feita em 2015 mostra que 30% dos alunos utilizam o “smartphone” em sala de aula, assim como usam no cotidiano.
Sob essa análise, é necessário ressaltar que muitos estudantes acreditam que os aparelhos telefônicos são um escape da realidade, consequentemente, há a dispersão do momento vivido. À vista disso, a animação “Emoji: O Filme” mostra como os celulares podem ser um dispositivo de distração durantes as aulas já que, em diversos momentos, as personagens são vistas desfrutando da tecnologia durante o período letivo, ignorando, assim, diversas instruções. Assim como mostrado, a falta de interesse e conhecimento sobre as ações nocivas das tecnologias sobre o processo de aprendizagem separação mostram o quanto a sociedade é carente de conhecimento sobre o assunto.
Ademais, sabe-se da grande carência de informação sobre os efeitos das tecnologias que a sociedade está inserida, estando em estado de ignorância. Desta maneira, o “Mito da Caverna”, escrito por Platão, retrata a situação em que grande parte do corpo social se encontra: o desconhecimento. Assim como exposto na obra, quando há a descoberta e a tentativa do compartilhamento da verdade, contempla-se a tentativa de assassinato da opinião e concepção da verdade por parte dos indivíduos que estão sob ignorância, já que desconsideram a responsabilidade individual e continuam com os mesmos hábitos.
Portanto, é essencial que medidas sejam tomadas para a melhora dos hábitos de uso dos celulares durante as aulas. Por conseguinte, deve-se haver debates e discussões entre governos estaduais e municipais juntamente com representantes federais e do Ministério da Educação (MEC) para o desenvolvimento de planos pedagógicos para transformar as escolas, principalmente, públicas mais atrativas e eficientes para os alunos, promovendo atividades lúdicas que estimulem o interesse ao aprendizado e influenciam o autoconhecimento, diversificando o locais das instituições, além do melhor investimento na formação e preparação dos professores. As ações serão realizadas a fim de promover o estímulo à maior participação das aulas e que os dispositivos só sejam utilizados quando realmente necessários.