O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 06/12/2021
Como diz a cantora Pitty na canção ‘Admirável Chip Novo’: “Aonde estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido, eu sempre achei que era vivo”. Nesse contexto, sabe-se que os jovens estão cada vez mais dependentes dos celulares, o que pode comprometer suas atividades mais básicas, principalmente nas escolas. Por isso, é preciso encontrar medidas para mitigar o uso de aparelhos móveis em salas de aula no Brasil.
De fato, os adolescentes estão cada vez mais viciados em celulares. Nesse âmbito, um estudo feito pela British Broadcasting Corporation (BBC) evidenciou que 1 em cada 4 jovens não consegue controlar a quantidade de tempo que passam com o smartphone. Logo, não se pode garantir que esse indivíduo irá prestar atenção em sua lição, ou se vai distrair-se com outra coisa, caso esteja em posse de seu aperelho celular na classe.
Além disso, de acordo com a neurocientista Sandra Lopes de Souza, especializada em ciências do comportamento, pela Universidade de Nantes na França, uma significativa perda da capacidade de concentração ocorre com aqueles que usam esses aparelhos em excesso. Desse modo, não se pode permitir que um aluno faça uso de um equipamento que pode promover perca de atenção, justamente no local em que ele mais precisa tê-la, como a sala de aula.
Portanto, é preciso evitar o uso de celulares nas classes brasileiras. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas educativas nas escolas. Essas deverão ser ministradas por médicos e professores, com o intuito de expor todo o malefício que vício aos celulares pode causar. Dessa forma, os alunos compreenderiam que a sala de aula é lugar de estudar e não de usar aparelhos móveis.