O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 28/01/2022

No filme americano “Simplesmente Acontece”, os protagonistas, Alex e Rosie, utilizam na escola seus celulares como instrumento de ensino, no entanto, serve totalmente como um distrativo para conversarem por mensagens de texto sobre os planejativos do baile e o súbito término de Rosie e seu namorado. De maneira análoga a isso, é indubitável que o uso de celulares no âmbito escolar é um grande contribuidor na distração do aluno. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o quesito de instabilidade dos aparelhos tecnológicos e o fácil acesso a outros aplicativos de entretenimento.

Em primeira análise, evidencia-se que os dispositivos trazem consigo um grande nível de instabilidade que necessita da responsabilidade e atenção do aluno. Sob essa óptica, a influenciadora digital Bibi Graczareck desabafou em seus vídeos do YouTube que não pôde participar avidamente de uma aula, pois seu celular não ligava e ela dedicou muito tempo do que deveria ser seu aprendizado para consertar seu aparelho. Dessa forma, fica evidente que esse tipo de equipamento está suscetível a falhas que podem comprometer o foco do estudante durante a aula.

Além disso, é notório que o acesso dos alunos a outros aplicativos fica mais livre com a permissão de usar o aparelho em sala de aula. Desse modo, na série “Pretty Little Liars”, as protagonistas estavam sendo constantemente ameaçadas por mensagens de texto, muitas destas sendo recebidas durante o período escolar, tirando o foco das meninas da aprendizagem e colocando no desejo de solucionar o mistério de saber quem as perseguia.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o uso de celular na sala de aula. Dessa maneira, cabe às instituições de ensino — responsáveis por garantir a aprendizagem de conhecimento, habilidades e valores necessários à socialização do indivíduo — serem mais rigorosas quanto ao tempo de uso do celular nas escolas por meio de dinâmicas para priorizar o estudo, como caixas para colocar os celulares antes da aula dar início, a fim de manter o aluno o máximo possível focado em aprender o conteúdo. Somente assim, menos situações como a de Alex e Rosie continuarão a acontecer.