O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 28/01/2022

Há um bom tempo que o uso de smartphones por jovens e crianças vem criando polêmicas, dúvidas e indagações. De maneira análoga, pode-se citar o uso do celular em sala de aula. Sob essa óptica, é possível destacar duas situações: o celular como uma ferramenta de aprendizagem ou como forma de distração.

Em primeira análise, nota-se que o celular pode ser utilizado como ferramenta de aprendizagem, desde que, dentro da escola, exista supervisão; porque o smartphone pode complementar o conteúdo que está sendo estudado em aula. Mas, nesse aparelho existem as redes sociais que, para muitos, são bem mais interessantes que as disciplinas escolares. Segundo uma pesquisa realizada em Cuiabá, apenas 30% dos jovens entrevistados acreditam que o celular pode ser utilizado em sala de aula como no dia a dia e 22% afirmam que o aparelho serve como forma de amenizar o cansaço produzido pela aula. Assim, é evidente que o aparelho eletrônico em questão pode ajudar com o tema da aula, por meio de sites, notícias, entre outros, porém, os alunos preferem as redes sociais e a distração, principalmente quando acham a matéria, a aula ou o professor chato e entediante.

Além disso, é notória a distração que o celular produz nos estudantes, já que sentem constante nessecidade de se conectar, verificando sempre se há mensagens, curtidas ou comentários novos. Segundo pesquisas de universidades dos Estados Unidos, a simples presença do celular já é suficiente para diminuir a atenção dos adolescentes; também podem ser citados os malefícios, tais como a baixa produtividade, a perda de memória, o cansaço excessivo e a falta de concentração, problemas que já foram listados por muitas pessoas. Portanto, é perceptível que os celulares só atrapalhariam o desempenho dos alunos em sala de aula e na carreira escolar.

Depreende-se, então, dos fatos acima citados, a adoção de medidas que venham conter o uso do celular em sala de aula. Dessa maneira, cabe às delegacias de ensino e às escolas, promoverem supervisões que amenizem o uso desse aparelho durante as aulas, por meio de campanhas que possam estimular os pais a aderirem e colaborarem com o projeto, e contratação de pessoas que possam auxiliar os professores na supervisão dos alunos, a fim de proporcionar melhor desempenho dos jovens no âmbito escolar e evitar distrações durante os estudos.