O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 03/02/2022

Na canção “Pela Internet”, o cantor Gilberto Gil enaltece a quantidade de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais em celulares. Entretanto, a facilidade em utilizar o aparelho eletrônico a qualquer momento levanta a questão sobre ser ou não uma ferramenta de aprendizagem em sala de aula. Desse modo, anterior à discussão sobre o celular, é necessário debater o que significa aprender e os processos de aprendizagem.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o acesso ao conhecimento é mais fácil hoje do que em qualquer outro momento da história. Contudo, do mesmo modo que apenas um pincel nunca tornou ninguém um Picasso, ter o aparelho celular, por si só, não trará conhecimento. Ou seja, primeiramente devemos aprender a aprender, isso é, entender como funciona os processos de memória de curto e longo prazo. Compreender a distinção entre as áreas do conhecimento e adotar estratégias adequadas para cada uma delas. Por fim, ter ciência de que é um processo contínuo e duradouro.

Paralemamente, ao inferir sobre o aprendizado é possível criar meios mais efetivos para cada ação proposta. Por exemplo, ao estudar geometria, muitos alunos sentem dificuldades em visualizar figuras em 3 dimensões. Porém, ferramentas como o Geogebra podem ser utilizadas para auxiliar no aprendizado. Dessa forma, o aluno é capaz de construir figuras geométricas, rotacionar sólidos e até criar gráficos, tornando o aprendizado muito mais simples. ´

Depreende-se, portanto, a necessidade de aproveitar o potencial de aprendizado em sala de aula que o celular pode trazer. Para tanto, cabe às secretarias de educação capacitar professores por meio de mini cursos com o intuito de torná-los aptos para que possam agregar o aparelho à aula. Ademais, compete ao aluno ter atitude ativa para extrair tudo o que o ambiente ao redor pode oferecer.