O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 05/02/2022

A geração Z, da qual os atuais adolescentes nascidos nos anos 2000 fazem parte, foi profundamente impactada pelo crescimento contínuo e rápido da internet. Os celulares se tornaram parte do cotidiano de muitas pessoas, principalmente dos jovens, e também passaram a ser ferramentas utilizadas nas escolas e nos ambientes de trabalho. Entretanto, devido ao fato de tantas formas de entretenimento, como jogos e redes sociais, estarem a um toque de distância, o material que deveria ser usado como um meio de auxiliar os alunos na aprendizagem tornou-se o oposto.

Recentemente, uma pesquisa publicada pela Universidade de Chicago alertou que o uso de celulares em sala de aula era prejudicial para os alunos. Segundo o texto, até mesmo a presença do aparelho deixava os estudantes desatentos, de forma que a capacidade cognitiva de compreender o que estava sendo dito pelos professores era limitada devido à ansiedade por se estar tão perto de um “smartphone” e não poder usá-lo.

No Brasil, o uso de celulares durante o período de aula não é proibido, desde que seja manuseado de forma produtiva e sob a supervisão do conselho estudantil. Desse modo, o aparelho deveria se tornar, como dito anteriormente, uma outra forma de ajudar o aluno em seu aprendizado. Por outro lado, alguns jovens, ao perceberem que não há uma supervisão rígida por parte dos professores, utilizam seus celulares para verificar suas redes sociais, como Whatsapp, Instagram, Facebook e Tik Tok.

Estes aparelhos, apesar de poderem, sim, ser manuseados de forma correta em sala de aula, tornaram-se meios de distrair os alunos, prejudicando o ensino. Levando-se em conta tudo isso, o Brasil deve seguir o exemplo de lugares como a França e o Reino Unido, onde o celular se tornou um objeto proibido no âmbito escolar. Assim sendo, as escolas devem incentivar os alunos a prestar atenção e a se concentrarem no que estão aprendendo, tendo à disposição outros meios que possam ajudá-los a realizar as atividades, como livros didáticos e dicionários, estimulando-os a estudarem sem a ajuda de um objeto eletrônico.