O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 27/03/2022

Os aparelhos celulares são essenciais para a vida moderna. Além disso, é difícil imaginar a existência sem esse objeto que para alguns é uma extensão do próprio corpo humano. Apesar da praticidade, o seu uso inspira cuidados. Nas salas de aula, por exemplo, a frequente utilização do aparelho é motivo de discórdia. Por isso seu manuseio exige um amplo debate envolvendo toda comunidade escolar.

Não resta dúvida de que o tema em questão divide opiniões. Um indicio disso é encontrado nos regimentos escolares dos Estados brasileiros. O Distrito Federal, por exemplo, abre exceção para o uso para fins pedagógicos. Por outro lado, Rio de Janeiro e Goiás são mais restritivos, inclusive preveem a retenção do celular por até dois dias caso aluno seja flagrado em sala com um. Tais divergências demonstram a necessidade de um amplo debate envolvendo o tema. Uma discussão que esclareça que o uso mediado de celulares pode contribuir para os processos educativos, por meio dele é possível fazer pesquisas, acessar vídeos, checar informações, além de outras vantagens oferecidas por essa ferramenta que pode ser a solução de muitos problemas.

Apesar das óbvias vantagens, todo o processo precisa de uma mediação eficiente. Por isso é importante investir na formação continuada dos professores, para que esses profissionais possam se atualizar para transformar problema em solução. Além disso, é preciso formalizar o tema. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira não prevê o manejo de ferramentas tecnológicas em sala de aula, atualmente isso fica a cargo dos poderes locais. É necessário a edição de lei para permitir o uso com finalidade pedagógica, além de um esforço por parte dos atores envolvidos no processo escolar, do contrário a utilização do aparelho em sala de aula será apenas mais uma distração para a aprendizagem.

Em síntese, o uso do celular em sala de aula não precisa ser um problema, sua manipulação nesse ambiente pode ser a solução de diversos problemas estruturais da educação brasileira, mas isso exige esforço e dedicação de todos envolvidos no processo educativo.