O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 22/02/2022
Em sua célebre frase “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”, o estudioso Paulo Freire explicita a importância da bravura, e consequente ousadia, necessária para integrar mudanças que garantam uma educação de qualidade. Nesse contexto, cabe pontuar o debate contemporâneo acerca do uso do celular em sala de aula, que apesar de muitas vezes ser visto como vilão, pode se tornar uma ferramenta essencial para profissionais educacionais. Desse modo, é interessante analisar sua grande contribuição para avanços no âmbito escolar e função no auxílio de alunos que apresentam algum tipo de deficiência intelectual.
Em primeira análise, destaca-se a necessidade de adequação de ambientes escolares às novas correntes tecnológicas, a fim de acompanhar gerações mais jovens. Sob essa perspectiva, é possível relacionar a resistência na adoção de novos métodos de ensino a uma tendência milenar de medo de mudanças, mesmo que convenientes. Nesse viés, torna-se relevante mencionar como novas tecnologias são comumente relacionadas à visões negativas - no Egito Antigo já era observada a mesma propensão de rejeição associada a criação do papiro, que enfrentou dificuldades durante a substituição dos tabletes de argila e sua consolidação como meio facilitador da escrita. Desta forma, conclui-se são necessários modos que promovam uma adaptação social frente esses avanços.
Ademais, destacam-se os resultados positivos no incorporamento do telefone na educação de indivíduos deficientes intelectuais. Consoante com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que assevera um ensino baseado na inclusão, é imperativo o empregamento de quaisquer métodos que auxiliem o aprendizado dos alunos. Nessa perspectiva, notam-se as vantagens do seu uso na facilidade de engajar esses estudantes, por meio de recursos interativos. Assim, fica claro a indispensabilidade dessa tecnologia.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para solucionar a discussão. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de uma modificação na Base Comum Curricular, promover aulas voltadas para o uso do aparelho celular de forma didática,com o devido preparamento dos