O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 26/04/2022

A série americana “Black Mirrow”, apresenta diversos ensaios futurísticos em seus episódios, de softwares conectados ao globo ocular até cópias cibernéticas idênticas a pessoas póstumas. Durante 5 temporadas, discorre ao telespectador as vantagens e desvantagens de uma vida totalmente conectada. À primeira vista, pode ser apenas mais série de ficção científica, porém, para os mais atentos, é possível servir de cerne para debates atuais como: “Os ‘smartphones’ nas salas de aula”, afinal, traz benefícios ou apenas distração?

Eventualmente, postergamos a real importância dos samno dia a dia, ignoramos o fato que sistemas de pagamentos bancários, banco de dados pessoais, comunicações intercontinentais e até mesmo carteira de vacinação estão se tornando digitais, por que o ambiente escolar deveria ficar de fora? De acordo com uma pesquisa em 2020 feita pelo Departamento de Ensino do Campus Juazeiro, ainda há muitos desafios para superar quando fala-se em “Ensino Conectado”, no entanto, ao analisar as salas de aula já conectadas, os resultados são notórios, “Os professores ensinam mais e melhor”, dizem os pesquisadores.

Observando o cenário, as relações entre mestres e alunos podem avançar exponencialmente com a pedagogia digital, garantindo: pesquisas em sala de aula, facilidade ao acesso à materiais didáticos, comunicação quase que ilimitada e uma grande rede de apoio da coordenação escolar, aproximando ainda mais os alunos aos cuidados institucionais. No entanto, os métodos de incorporação das tecnologias em sala de aula ainda não correspondem a um formato capaz de transcender completamente os modelos tradicionais de ensino, principalmente no Brasil, um país onde menos de 60% dos estudantes têm acesso a internet nas escolas, – segundo dados da Agência Brasil/EBC.

Analisando as perspectivas apresentadas, ficam expostos os desafios a se enfrentar sobre o uso de Smartphones em sala de aula. O Governo Federal, junto ao Ministério da educação, devem prestar programas de ampla conexão a internet em unidades escolares, com verbas dedicadas ao desenvolvimento tecnológico nos ambientes escolares, assim, aproveitando o máximo da experiência de uma sala de aula conectada.