O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 07/05/2022
O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More no sécu- lo XVI- retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante ao uso do celular nas escolas, que pode ser um problema no Brasil. Dessa forma, entre os fatores relacionados a esse segmento cabe destacar o seu uso como ferramenta de aprendizagem e as distrações que podem ser geradas.
Mormente, é cabível analisar o uso benéfico desse aparelho no ambiente esco- lar. Segundo o empresário americano Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Por analogia, o uso da tecnologia nas instituições de ensino pode ser utilizado como meio de informação para pesquisas e até como material de apoio. Além de auxiliar os professores e alunos e os deixarem mais interessados na escola. Desse modo, esses celulares podem desempenhar um papel importante na aprendizagem dos brasileiros.
Contudo, esse uso é capaz de tornar-se prejudicial aos próprios alunos quando mal utilizado. De acordo com o educador brasileiro José Pancheco, temos escolas do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI. Sob tal ótica, o uso inadequado de telefones no meio educacional, para fins pessoais, pode provocar distrações inconscientes e afetar o desempenho em sala de aula. Ademais, o seu excessivo afeta a produtividade e até a memória dos estudantes. Logo, esse cená- rio retarda a perpetuação dessa situação alarmante.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Para tanto, o governo federal- Poder Executivo no âmbito da União- deve criar uma campanha que incentive o uso de smartphones nas escolas para fins educacionais, sendo os professores responsáveis por permitirem seu uso. Isso seria realizado por intermé- dio do Ministério da Educação, a fim de promover uma melhoria do ensino no país. Espera-se, com isso, concretizar a “Utopia” de More hodiernamente.