O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 16/08/2022

Celular em classe é tão bom quanto é acreditado?

De acordo com um estudo da London School Of Economics and Political Science (2015), o desempenho dos estudantes melhorou 6% nas escolas britânicas que baniram os celulares. Dado o qual revela o quão danoso o uso do celular pode ser em salas de aula, uma vez que não se trata de uma ferramenta de aprendizagem e contribui para uma alta dependência do aparelho.

Primeiramente, é possível mencionar que se permitido, muitos não irão utilizá-lo com um viés pedagógico e de acordo com a temática da aula, mas sim para sua diversão e entretenimento. Conforme disse Paracelso, a distinção do remédio para o veneno é a dose. Assim, a incorporação da tecnologia nos estudos não necessariamente é um problema, porém quando a decisão é do estudante, em muitas ocasiões, seu desejo em acessar um conteúdo sem relação ao abordado é maior que sua atenção na matéria, o que gera uma maior desconcentração nos assuntos tratados em sala. Desse modo, o aluno utilizar seu celular é um dificultador no aprendizado.

Além disso, é grande o vício que se tem nesses dispositivos e a necessidade de acessá-los a todo momento. Segundo Albert Einstein, a tecnologia ter ultrapassado a humanidade é um fato, sendo possível realizar uma analogia com a dependência dos jovens com seus telefones, o que causa muita ansiedade caso o aparelho não esteja próximo e, em quadros mais graves, ataques de pânico. Logo, a escola se tornaria mais um ambiente em que isso se fortaleceria.

Portanto, é imprescindível que os colégios reduzam a utilização dos celulares, porém, devido a ampla presença da tecnologia na sociedade, é significativo que prefeituras e governos estaduais a insiram nas escolas sem a possibilidade de acesso em aplicativos de uso pessoal através do financiamento para a compra de Chromebooks. Ademais, cabe ao Ministério da Educação criar métodos pedagógicos mais inovadores e interativos para atrair uma maior atenção dos estudantes. Visto que essa pode ser uma realidade muito futura e que os efeitos negativos dos celulares em classe são atuais, a decisão das escolas britânicas é muito necessária.