O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 15/08/2022
Durante a Revolução Técnico Científico Informacional, a partir da década de 1970, houve inúmeros avanços tecnológicos que possibilitaram uma melhoria na vida da população da época, e consequentemente, da população que viria a ser futura. O celular foi uma invenção decorrente deste período, e portanto, facilita o cotidiano de toda a sociedade. Porém, apesar de ser um enorme progresso para a nação mundial, ele atrapalha com muito pesar o andamento de atividades diárias que necessitam do rendimento humano básico, sobretudo os estudos e o andamento das aulas durante o período escolar.
Dessa forma, no primeiro episódio da terceira temporada da série de televisão “Outer Banks”, os alunos - Pope, JJ e Kiara - saem no meio do seu período de aulas, pois receberam uma mensagem de um amigo em comum. Nesse sentido podemos relacionar isso ao cenário da realidade estudantil brasileira, em que os alunos deixam de manter o foco nas explicações dos professores para mexer no celular em momentos de tédio e improdutividade deles. Dessa maneira, acarretando diversos problemas na rotina escolar dos estudantes, e posteriormente, nos seus resultados em provas e em vestibulares.
De acordo com a psicológa Janaína Brizante, diretora do laboratório de neurociência da Nielsen, o nosso cérebro libera neurotransmissores (como a dopamina) quando mexemos no celular, o que permite a criação de um ciclo vicioso de prazer, o qual faz com que o nosso cérebro considere as notificações e os aparelhos tecnológicos como prioridades. Dessa forma, os alunos não conseguem concentrar-se durante as suas aulas devido a necessidade das suas mentes de receber estímulos de prazer do smartphone.
Diante disso, os pais dos alunos auxiliados da coordenação de área das escolas e juntamente com o Ministério da Educação deveriam pedir para os alunos manterem os celulares em suas casas a fim de melhorar a concentração dos estudantes durante as aulas e permitir resultados mais significantes em provas e em vestibulares. Assim, promovendo uma realidade estudantil brasileira mais concentrada, determinada e estudiosa.