O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 22/09/2022

A inserção do aparelho celular é inevitável em qualquer meio social. No entanto, o modo, o tempo e o momento de utilização dessa ferramente devem ser criticamente analisados, em especial durante os primeiros anos de vida e em ambientes de ensino e desenvolvimento. Dessa maneira, analisa-se como esse sistema tão compacto, mas de informação ilimitada, poderá afetar negativa ou positivamente.

Nesse sentido, lembra-se da lei brasileira de 2007 que proibiu a utilização de celulares nas escolas durantes as aulas. Análogo a isso, tem-se que anos depois, em 2018, o parlamento francês determinou que o uso de smartphone seria permitido apenas com a requisição e permissão do ministrador da aula. Ou seja, enquanto no Brasil lutou-se negativamente pela completa exclusão, na França optaram sabiamente pela inclusão pedagógica sob supervisão e segurança dos docentes.

Em outro cenário, vale ressaltar o perigoso uso indiscriminado entre os mais jovens, as crianças. Por sua vez, cita-se dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que alerta para os problemas de saúde relacionados à exposição intensa dos pequenos às telas de celulares. Logo, exalta-se a necessidade de relugarização do tempo e do conteúdo consumidos pelos menores, mais suscetíveis, por exemplo, à obesidade crescente na infância, como descrito pelo Ministério da Saúde. Desse modo, na infância esse contato torna-se tóxico e prejudicial para o desenvolvimento físico e social infantil.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação e o Poder Legislativo criem leis que promovam a inclusão dessas ferramentas de forma pedagógica e positiva para o aprendizado, a fim de contribuir para a formação acadêmica dos alunos de maneira segura. Somado a isso, a família junto das instituições de ensino, em especial, infantil devem regulamentar conjuntamente a utilização entre os pequenos civis com o objetivo de proteger a infância e prevenir possíveis problemas de saúde. Dessa forma, será possível a construção de uma educação mais tecnológica e produtiva.