O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 19/03/2023

A evolução da tecnologia desenvolvida pelo homem teve como objetivo desde o princípio a facilitação da vida cotidiana. Desde ferramentas utilizadas para caça, descobrimento do fogo, roda, computador, internet e o celular, este ultimo que segue constantemente tendo novas atualizações – que nem sejam talvez acompanhadas adequadamente pela maioria da população brasileira – e suprindo necessidades antes impensáveis.

O aparelho que antes era utilizado unicamente para chamadas evolui em uma velocidade inacompanhável, possuindo hoje funções de acesso instantâneo a acesso a inúmeros aplicativos as mais variadas utilidades: filmes, músicas, internet, redes sociais, entre outros. Contudo, cientes dessa quantidade excessiva de conteúdo, pedagogos questionam o uso nas escolas – independe do nível de ensino e de serem estaduais ou privadas –, e caso começasse a ser possibilitado o acesso, como seria possível uma regulamentação interna e dos seus riscos.

As principais problemáticas evidenciadas pela uso dos aparelhos são a falta de concentração, interrupções frequentes, distrações, além de transtornos como ansiedade e futuramente e depressão pelo uso abusivo, é claro. Entretanto, frisa-se que a proibição neste caso não seria uma solução, já que os alunos podem buscar alternativas e é fundamental o docente compreender que as inovações fazem parte diariamente da vida dos jovens e precisam ser adaptadas nas escolas, através de uma interação, com acessibilidade e explorando ao máximo todos os recursos disponíveis.

O uso do celular, atualmente conhecido como smartfone, nos ambientes escolares pode facilitar acesso aos materiais interativos – como músicas, e-books, pesquisas para complementação de conteúdos das salas de aulas. Mesmo com as dificuldades socioeconômicas de inúmeras instituições podem também investir nesse mecanismo como política pública, não esquecendo as necessidades básicas como a alimentação escolar, por exemplo, em âmbito nacional, afinal o acesso ao ensino de qualidade é de todos.