O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 21/10/2023

Nos últimos meses têm-se discutido intensamente sobre a adoção do celular na educação, como uma ferramenta nova para fins didáticos. Embora a intenção por trás dessa proposta seja nobre, há argumentos que sustentam que o uso do celular em sala de aula não deveria ser adotado, sobretudo por quebrar o fluxo da aula.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que durante a aula o foco é essencial, e a presença do celular contribui para a distração do aluno com o uso para fins não didáticos. De acordo com a citação de René Descartes, filósofo e matemático francês, que diz “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis” é possível concluir que a adoção do celular na sala de aula é um processo que não seria conquistando com tanta facilidade. Teria que ser um processo lento, com a compreensão dos alunos de que o uso do celular para fins que não sejam didáticos atrapalha na concentração e no rendimento dos alunos. Sendo assim, pode-se concluir que essa inclusão, mesmo sendo errônea, pode vir a chegar algum dia, depois de muita dificuldade.

Em segundo lugar, a tecnologia é um reflexo da sociedade em que estamos inseridos, e é possível que a adoção do celular não impeça o seu uso de forma errônea. Além disso, atrapalha na concentração, perda de memória e cansaço. Existe o lado positivo, em um instante há o acesso a textos acadêmicos, leis, mas quando o uso é excessivo, diminui a produtividade. Nesse sentido, seria mais efetivo investir em ações educativas que conscientize os alunos sobre a função do celular, e o uso das redes sociais, ao invés de apenas mudar a estrutura do ensino.

Diante do apresentado, considerando que a tecnologia é hoje e será muito presente na sociedade, é fundamental promover a conscientização e educação sobre a temática. É de suma importância a intervenção dos professores nas próximas gerações para ensinar o momento de usar o celular até que eles cheguem em uma idade para fazer as próprias escolhas. E garantir um controle da proporção da tecnologia sobre a sociedade.