O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 21/10/2023

É indiscutível que grande parte da população que está hoje nas universidades faz uso de tecnologias como smartphones e tablets para estudar, trabalhar e mesmo para se distrair. Faz sentido. Segundo dados do relatório Estado de Serviços Móveis, os brasileiros passam mais de três horas por dia utilizando aparelhos celulares e 97% da população têm acesso a smartphones.

Percebe-se que, nas mídias sociais, há uma falta de discussão quanto à utilização de telefones no meio escolar. Conforme o filósofo Jürgen Habermas, a razão comunicativa constitui-se como uma das etapas fundamentais do desenvolvimento social. Entretanto, a tese habermasiana é contrariada à medida que o setor midiático não coloca em pauta a problemática em questão, pois é notório que, nas redes de socialização, a exemplo do “Instagram” e do “Twitter”, esse problema não é debatido. Com isso, a sociedade fica carente de informações a respeito dos impactos negativos que o uso do celular pode trazer quando usado em sala de aula, em que, dentre essas consequências que são pouco conhecidas pela sociedade, pode-se mencionar a falta de atenção dos alunos às aulas, em decorrência do uso inadequado do celular. Assim, para que a população tome conhecimento no que diz respeito a esse imbróglio, é necessário que informações relacionadas ao tema sejam veiculadas nas plataformas de comunicação. Ademais, é necessária a análise de como a falha educativa alicerça o entrave do uso de smartphones em sala de aula. Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

Infere-se, portanto, que é indispensável intervir sobre a questão. Por isso, faz-se necessário que o Ministério das Comunicações — órgão responsável pelo controle de informações que são transmitidas à sociedade — promova campanhas que estimulem a população a ter senso crítico sobre o entrave do uso celulares na sala de aula, por meio de vídeos inseridos nas redes sociais, a fim de que a população tome conhecimento a respeito das reais consequências do problema. Além disso, os psicólogos das escolas devem orientar os alunos com relação ao uso adequado do telefone durante as aulas, a fim de que os estudantes tenham uma maior maturidade quanto ao assunto.