O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 02/11/2023
A vanguarda europeia do século XX denominada Futurismo prezava por uma vida extremamente tecnológica, com a mecanização manifestada constantemente nos campos da arte e literatura. Paralelamente a isso, no Brasil atual, com o desenvolvimento de inúmeros aparatos tecnológicos, existe uma dicotomia acerca do uso dos celulares em sala de aula. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos malefícios desse recurso no ambiente escolar, bem como das vantagens do uso supervisionado com finalidades educativas.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que o uso indiscriminado de smartphones nas escolas está atrelado a distrações e perda de fluxo de ideias. Isso pois, de acordo com o sociólogo George Simmel, a manipulação desses objetos em contextos sociais pode prejudicar as relações interpessoais e a coesão da sociedade. Logo, é notório que o uso dessas ferramentas pode lesar a absorção de informações, atrapalhando o rendimento dos discentes.
Em segundo plano, é preciso evidenciar que um uso consciente, visando adequar à tecnologia em sala de aula, é capaz de fornecer benefícios tanto para os alunos, quanto para os professores. Acerca disso, segundo o pesquisador Steve Jobs, a tecnologia é capaz de mover o mundo. Assim, com a utilização eficaz dos celulares, os docentes podem oferecer aulas mais incrementadas, por meio de plataformas interativas e conteúdos digitais, aumentando o interesse dos alunos nas informações. Desse modo, se forem direcionados treinamentos aos professores, a educação brasileira será modernizada e adequada à contemporaneidade.
É evidente, portanto, a necessidade de ações que automatizem conscientemente as atividades escolares. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, responsável por garantir o progresso brasileiro nesse eixo, criar medidas que propaguem a regularizem o uso de ferramentas tecnológicas nessa conjuntura. Tal ação deverá ocorrer por meio de formações continuadas aos funcionários pedagógicos, para poder ampliar o conhecimento dos mesmos acerca dessa temática. Assim, o país experimentará uma vivência futurista no setor educacional.