O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 17/03/2024
Primordialmente, a Constituição Federal de 1988 proíbe o uso de aparelhos ele-trônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da Educação Básica e Superior de todo o país, sendo apenas permitido se autorizado pelo docente, para alunos com deficiência ou com finalidades pedagógicas. Entretanto, a realidade en-contrada em sala de aula é outra, visto que muitos educadores tem dificuldade em ministrar as aulas por conta do elevado e contínuo uso do celular por parte dos alunos.
Os avanços tecnológicos contribuem de forma significativa e benéfica para o a-prendizado dos estudantes, obtendo de forma mais acessível, interativa e fácil o conhecimento necessário para a formação acadêmica. Porém, nota-se que a aplicação de métodos virtuais e a utilização do celular em sala é muito trabalhoso, devido ao uso inadequado pelos alunos, cujo utilizam os aparelhos eletrônicos para realizar atividades que não estão relacionadas com a aula, consequentemente comprometendo o objetivo do professor de usar a tecnologia como uma ferra-menta de aprendizagem.
Cerca de 8 a cada 10 alunos brasileiros de 15 anos disseram que se distraem com o uso de celulares nas aulas de matemática, de acordo com o Pisa 2022, que é a principal avaliação mundial da educação. Medidas necessitam ser realizadas para que esse problema grave que afeta o desenvolvimento acadêmico dos estudantes brasileiros mude em um curto período de tempo.
Concluí-se, portanto, que metodologias e práticas acadêmicas envolvendo o uso do celular em sala de aula são de extrema importância, sendo necessário a criação por parte da escola ou faculdade, de projetos para a conscientização do aluno quanto à importância de se dedicar aos estudos, orientação para deixar o telefone no modo silecioso e o comprometimento de realizar as atividades propostas pelos professores no celular de maneira consciente e adequada, para que não ocorra discussões e desgaste entre os estudantes e os educadores.