O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 13/03/2024

Em tempos onde a conexão é de suma importância para o mantimento das relações sociais e canais de entretenimento, em especial para os jovens, é comum o uso de aparelhos móveis durante o período das aulas. Sendo esta uma prática danosa para o aprendizado do aluno, é notável a necessidade de uma ação a respeito.

A psiquiatra especialista em dependência química e professora de Stanford, Anna Lembek, autora do livro “Nação Dopamina”, classifica a internet, as redes sociais e os dispositivos móveis como uma droga potente graças às descargas de dopamina dela proveniente. Paralelamente, segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), 80% dos alunos brasileiros de 15 anos se dispersam durante as aulas graças ao celular, enquanto 70% dos alunos brasileiros demonstraram uma capacidade abaixo da média no quesito de cálculos.

Desta forma, segundo a psiquiatra, os celulares possuem alta capacidade viciante. Assim, tal como um usuário de drogas sofre com os males de abstinência, o indivíduo viciado em seus aparelhos pode sofrer caso mantenha-se afastado das redes, logo, costuma acessá-las constantemente. Tendo em vista que uma parte significativa das pessoas ativamente engajadas na rede são jovens, torna-se notável como os efeitos deste vício se revelam no grupo etário referido. Sob este aspecto, é possível conectar o baixo desempenho dos alunos, sua relação com o uso dos celulares e a causa deste vício, sendo esta as altas cargas de dopamina.

Assim sendo, revela-se necessário a imposição de medidas de ordem para controlar um efeito de caráter prejudicial por parte das instituições responsáveis pela manutenção e estabilização do sistema de educação, sendo a instituição responsável de grau máximo o próprio governo. Portanto, deve vigorar leis para o recolhimento dos celulares antes do período de aulas, desde que esses mantenham-se guardados em um local protegido, visto que, ao serem retirados dos alunos, tornam-se responsabilidade do estado. Sendo aplicadas então tais medidas visando a maior concentração dos alunos e a recuperação de uma geração perdida para uma droga silenciosa.