O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 18/03/2024

Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo e sim nossa relação a elas”, nessa perspectiva, as escolas não deveriam impedir o uso do celular, mas sim aproveitar a seu favor, nessa perspectiva. Entende-se a ineficiência legislativa e a lacuna educacional como causas desse desafio.

Diante desse cenário, existe a falta da promoção de um ensino eficiente sobre o uso do celular na sala de aula. Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que fará parte do coletivo, porém isso não acontece porque a escola não trata de forma suficiente desse assunto, negligenciando uma discussão séria que realmente forme as pessoas para o uso adequado do celular na sala de aula. Já que quando não existe educação e informação sobre o problema, ele se mantém.

Além disso, é coerente apontar que o descaso governamental impacta a questão. O governo tem sido negligente em relação ao celular em sala de aula, que é proibido o uso ou até levar o celular, já que o “contrato social” do Thomas Hobbes diz que é dever do estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da nação. Mostrando então que esse contrato não se concretiza.

Logo, é preciso encontrar soluções para reverter essa questão. Portanto, cabe ao estado cuja função é proteger os direitos do cidadão a implantação de mudanças no sistema educacional, por meio de reformas que fechem as brechas das leis garantindo leis mais eficazes, além disso, investir nas mudanças necessárias na educação para enfrentar os desafios no novo mundo. Tal reestruturação terá como finalidade ajudar os alunos e os professores no ambiente escolar.