O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 18/03/2024

Celular: benção ou maldição

Desde seu surgimento, os aparelhos telefônicos serviam apenas para a comunicação entre uma pessoa e outra. Mas conforme o passar dos anos, novas coisas como jogos, vídeos, fotos e aplicativos tomaram posse dos celulares. Deixando a comunicação como a coisa menos importante. Portanto, o celular passou de um objeto de comunicação para um entretenimento.

Segundo estudos, após a pandemia do COVID-19, o tempo médio que os brasileiros passam vendo o celular aumentou em 31%. Hoje em dia a maioria dos jovens têm um celular, e é quase impossível achar um jovem não usa o celular nenhuma vez em sala de aula. Muitas vezes a aula pode parecer menos interessante que os conteúdos que o celular pode proporcionar. E então quando se vê o aluno não lembra nada do que foi dito pelo professor. A ideia de que o uso do celular não interfere na produtividade acadêmica do aluno pode ser desmentida facilmente. Dados de 7 países apontam que oito em cada dez alunos se distaraem com o celular durante as aulas. Quando usado excessivamente, pode afetar significativamente a qualidade do aprendizado, fazendo com que o aluno não aproveite o conhecimento ali apresentado. Mas esse não é a única forma que o aparelho apresenta. Se usado corretamente o celular pode ser usado como forma de pesquisa e aprofundamento do conhecimento. Com o aumento da inteligência artificial, varias plataformas para ajuda nos estudos têm sido criadas, com o intuito de ajudar nas pesquisas acadêmicas.

Sendo assim, o celular pode distrair o aluno ao ponto de fazê-lo parar de prestar atenção na aula, para se entregar ao celular. Mas não creio que retirar ou confiscar o mesmo seja a forma de se acabar com isso. Pois como dito o celular tem seus benefícios para o estudo, pode ser uma benção ou uma maldição. Basta o aluno escolher como vai querer utilizar o aparelho, para ajudá-lo ou prejudicá-lo.