O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 18/10/2024
Na série “Elite”, produzida pela Netflix, é mostrado o uso indiscriminado dos celulares pelos alunos na escola. Nesse contexto, fica explícito que tal empecilho não ocorre apenas na ficção, como também fora dela, uma vez que o uso de smartphones em sala de aula ainda persiste no Brasil. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso estatal quanto da falta de interesse por parte dos jovens.
Sob esse viés, é fulcral pontuar a negligência governamental no que concerne à criação de meios que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no país, visto que, ao não elaborar políticas efetivas - como a produção de mecanismos que fiscalizem o uso de celulares sem a permissão dos professores - o poder poder público contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Com isso, o manejo inadequado de smartphones continua sendo um problema na nação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de interesse por parte dos alunos como promotora do problema. De acordo com o pensador Paulo Freire, “Educação é poder”. Partindo desse pressuposto, é notável que os jovens estão se desinteressando pelo estudo, já que os métodos escolares - como a prática de apenas ouvir o professor falar e acompanhar o livro didático - estão ultrapassados. Logo, é necessário reformular essa dinâmica e inserir, de forma resposável e controlada, o uso de smartphones para o aprendizado. Dessa forma, os obstáculos para conter o manejo inadequado de celulares no âmbito escolar se reduzirá.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Assim, cabe ao Estado, órgão gerenciador do país, promover melhor qualidade de vida aos cidadãos, por meio de políticas públicas que visem fiscalizar o uso de celulares durante a aula, a fim de mitigar o baixo rendimento dos estudantes. Além disso, o Ministério da Educação deve recriar os métodos de ensino, com o objetivo de acabar com o desinteresse dos alunos pelo estudo. Diante disso, o Brasil se afastará gradativamente da realidade apresentada em “Elite”.