O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 28/10/2024
O livro “O Cidadão de Papel”, do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar os problemas que afetam o Brasil hoje. Nessa perspectiva, é importante entender que o uso de celular na sala de aula impacta a sociedade como um todo e traz sérias consequências sociais, como os problemas abordados por Dimenstein. Assim, seja pela estagnação social, seja pelo aspecto sociocultural, o problema continua afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Além disso, é necessário destacar que o silenciamento social é uma causa clara desse problema. A cronista brasileira Martha Medeiros fez uma crítica social em uma de suas obras, quando afirmou que “silenciamos aquilo que não queremos que venha à tona”. Sobre isso, pode-se concluir, em relação ao uso de celular na sala de aula , que o poder público não dá a atenção necessária ao problema para evitar ter que lidar com os detalhes desse entrave, haja vista que esteja atrapalhando os alunos no aprendizado. Sendo assim, sem o papel educacional do Estado, a sociedade não tem conhecimento sobre o assunto e, por isso, fica impedida de atuar e ajudar o poder público na busca por soluções.
Ademais, observa-se que os aspectos culturais reforçam intensamente o problema. Na visão de Émile Durkheim - um importante sociólogo francês - os valores sociais moldam a identidade e o comportamento das pessoas. De fato, a ação do indivíduo em relação ao uso de celular em sala de aula resulta de um pensamento coletivo errado, visto que o uso excessivo do celular está sendo mais negativo do que positivo, fazendo com que proíbam na escola. Portanto, é urgente que a base cultural seja revista para que o comportamento da sociedade atual mude, como defendido por Durkheim.
É urgente, portanto, uma intervenção imediata. Assim, é dever da mídia - grande transmissora de informações e principal formadora de opinião - discutir a questão do uso do celular na sala de aula. Essa ação deve acontecer por meio de documentários e reportagens que mostram a seriedade do problema, com o objetivo de reduzir estereótipos e o silêncio sobre o assunto. Assim, os habitantes do Brasil poderão exercer a cidadania plena, diferente da indicada por Dimenstein.