O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 07/01/2025

De acordo com dados divulgados pela Educação Uol, oito em cada dez alunos se distraem com celulares durante as aulas. Esse número revela a complexidade do uso de celulares em sala de aula, que mesmo trazendo vantagens como o acesso a informação rápida, ainda é um meio de distração para muitos jovens. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na lacuna educacional e na omissão governamental.

Nesse cenário, ressalta-se de inicio que a lacuna educacional é um fato de problema. Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. Porém, tal papel tem sido falho no uso de celulares em sala de aula, visto que os alunos desinteressados em prestar atenção à aula, optam por usar os celulares como fonte de entretenimento, o que prejudica a retenção de conteúdos importantes para sua formação como cidadãos. Assim, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua com o coletivo.

Além disso, outro fator influenciador é a omissão governamental. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsavel por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao uso de celulares em sala de aula, dado que o Estado, por meio de órgãos de fiscalização, pode monitorar se as normas sobre o uso de celulares estão sendo seguida, avaliando os impactos no desempenho dos alunos e na dinâmica escolar. Desta forma, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da estagnação que se encontra.

Portanto, urge intervir nesse problema. Para isso, o MEC deve criar um treinamento para professores, por meio de aulas sobre como abordar em sala o uso de celulares, a fim de reverter a lacuna educacional que impera. Tal ação pode, ainda, contar com planos de aulas e materiais de apoio. Paralelamente, é preciso intervir sobre a omissão governamental presente no problema. Desta maneira, o Brasil poderá visualizar dados melhores sobre a questão