O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 08/04/2021

O capitalismo é um modelo econômico focado, sobretudo, no lucro, deixando problemáticas, como a conservação ambiental, em segundo plano. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o país perdeu 7,5% de sua cobertura vegetal entre 2000 e 2016, esse fato ocasionou aumento no aquecimento global, efeito estufa e chuva ácida. Diante do exposto, detaca-se que o uso inadequado do solo é um dos agravantes, isso ocorre devido à ocupação de áreas de risco e o desmatamento.

Nesse âmbito, é preciso pontuar, de início, que moradias em lugares perigosos é algo comum no Brasil e ocorre, por conta, da disparidade social. Com a urbanização do Rio de Janeiro, em 1903, ocorreu o “Bota Abaixo”, que foi a derrubada dos cortiços - habitações da população mais pobre - esse evento obrigou essa parcela da sociedade a ocupar as áreas periféricas, mais conhecidas como favelas. Diante dessa perspectiva, nota-se que a situação atual é herança do passado histórico e vale lembrar que, geralmente, as casas eram contruídas em morros e encostas colocando em risco a vida dos moradores e causando a devastação do local.

Além disso, é importante, ressaltar o aumento da exploração das florestas ocasionado pela expansão do agronegócio. Segundo as pesquisas feitas, pelo IBGE, comparando os mapas de 2000 e 2016 é nitído que a principal razão dos desmatamentos são as atividades de agricultura e pecuária. Outrossim, com o aumento dessas práticas o ecossistema é mais degradado,já que a falta de cobertura vegetal, diminui o índice pluviométrico, fauna e flora e agrava a erosão do solo.

Em conclusão, através dos argumentos apresentados comprova-se que a sociedade atual visa o crescimento ecônomico, porém medidas devem ser tomadas para solucionar ou minimizar as consequências desse fator. Logo, cabe aos Estados e Munícipios garantirem o previsto no Estatuto da Cidade - proporcionar acesso à locais para moradias de qualidade - por meio do redirecionamento de  de verbas para as construções. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente criar penalidades para as empresas que vem prejudicando a natureza - como multas, em caso, de ocupações sem autorização e utilização de técnicas prejudiciais, como uso de agrotóxicos peasados. Tal ação deve ser feita por meio de fiscalizações mensais e sem aviso prévio, impendindo que as empresas escondam algo, com o fito de diminuir a devastação do planeta e garantir a todos as condições de habitações adequadas como previsto por lei.