O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 26/02/2021

“Os homens são miseráveis, porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao seu alcance”, dizia Pitágoras. Percebe-se, nesse sentido, que mesmo com a posse do meio ambiente, o homem utiliza, na maioria das vezes, o solo de maneira inadequada o que ocasiona o aquecimento global, o crescimento da degradação de áreas e mudanças climáticas. Por isso, torna-se necessário o debate acerca do uso e a cobertura do solo no Brasil. Assim, pode-se dizer, que a má influência midiática e a falta de debate nas escolas são os principais responsáveis pelo quadro.

A priori, é imperioso destacar que a desinformação acerca dos pontos positivos e negativos do desmatamento da cobertura vegetal deriva da falta de debate em escolas. Isso porque, nestas instituições não há discussões e reflexões acerca do comprometimento da qualidade do ar e diminuição da fertilidade do a longo prazo. Segundo o site G1, as queimadas no ano de 2020 na Amazônia tiveram um aumento de 19,6% em comparação a junho de 2019, o que chama atenção para o seu exorbitante crescimento, já que a queima das florestas ocasiona irreparáveis danos no solo e em todo o território afetado. Logo, é perceptível que mesmo com uma taxa alta perda da floresta, muitas pessoas não se questionam sobre e não se importam, visto que não há debates, mesmo que afete diretamente na saúde da população. Diante disso, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à saúde dos indivíduos. Outrossim, é imperativo pontuar que os fortes impactos no solo no Brasil decorrentes aos desastres ambientais são fruto da falta de fiscalização. Isso se torna mais claro, por exemplo, levando em consideração que grande parte da economia do país é pautada na utilização da agricultura e pecuária. Segundo o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil, o país perdeu cerca de 7,5% de sua vegetação florestal em 17 anos, que ocorreu, sobretudo, pela apropriação de lotes no âmbito nacional. Ora, se o governo não se importa com a expansão inapropriada das áreas de preservação da natureza, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio. Desse modo, faz-se mister a reformulação estrutural da fiscalização ambiental.

Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de se combater os impactos negativos do uso inadequado do solo no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Educação Ambiental, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que ocorra o destaque da importância da preservação do solo para a economia e para a vida do brasileiro, Ademais, é preciso que os Três Poderes, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reforce a fiscalização da ocupação de territórios no Brasil, com enfoque nas consequências que certas apropriações de lotes podem acarretar no futuro, com o intuito de estimular a proteção do meio ambiente.