O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 21/05/2021
No contexto social vigente, as mudanças climáticas e o aquecimento global estão diretamente relacionados à maneira na qual o uso do solo é feito, assim como a apropriação deste, uma vez que, ao ser utilizado de forma indevida, seus efeitos na natureza se tornam extremamente prejudiciais, causando alterações no ambiente. Concomitantemente, devido ao grande aumento da utilização e da ocupação de terras no Brasil nos últimos anos, a degradação dessas áreas vem crescendo de modo preocupante, o que chama a atenção de especialistas em relação à essas mazelas no meio ambiente.
Nessa perspectiva, nota-se que a grande proporção em que a área urbana tem se expandido no que se refere à rural é um importante fator que contribui para a acelerada devastação da natureza, o que põe em risco os biomas brasileiros, visto que o solo é afetado, dificultando a preservação dessas áreas necessárias para a sociedade. Ademais, segundo o G1, as queimadas na Amazônia tiveram um aumento de 19,6% em comparação a junho de 2019, o que chama atenção para o seu exorbitante crescimento, já que a queima das florestas ocasiona irreparáveis danos no solo e em todo o território afetado. Nesse viés, a falta de controle do fogo pode causar prejuízos à flora e à fauna brasileiras, reduzindo a cobertura vegetal, além de comprometer a qualidade do ar e de diminuir a fertilidade do solo, trazendo impactos, principalmente, na economia do país e no bem-estar da população. Pertinente ao contexto, percebe-se que desastres ambientais apresentam fortes impactos no solo no Brasil, posto que grande parte da sua economia é pautada na utilização deste, como a pecuária e a agricultura. Entretanto, a ocupação de territórios e o uso de terras para a pastagem e para, principalmente, levando em consideração a importância do país no agronegócio, o cultivo são indiretamente proporcionais, dado que, de acordo com o IBGE, o Brasil perdeu 7,5% da sua vegetação florestal nos últimos 17 anos, que ocorreu, sobretudo, pela apropriação de lotes no âmbito nacional. Análogo a isso, a falta de fiscalização e até mesmo a expansão inapropriada de uma área pode proporcionar um efeito negativo e trazer malefícios na preservação da natureza e atingir moradias que necessitam do solo para se proteger, por exemplo, de inundações advindas da chuva, além de comprometer a qualidade de vida dos brasileiros. Diante do exposto, faz-se necessário que o Governo – como defensor dos direitos do cidadão , por meio da mídia, crie programas preservação do solo, destacando a sua importância na economia e na vida do brasileiro e evidenciando as consequências da degradação deste, a fim de informar a população da necessidade do cuidado com as terras e da sua relevância no bem-estar social. Outrossim, é preciso que o Três Poderes, através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reforce a fiscalização da ocupação de territórios no Brasil, atentando para as consequências que certas apropriações de lotes podem trazer no futuro, com o intuito de estimular o aumento da produção agropecuária e o desenvolvimento do agronegócio, contribuindo para a economia do país.