O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 27/04/2021

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, garante a todos um meio ambiente limpo e equilibrado como dever do Estado e da Sociedade. Nessa perspectiva, a utilização dos solos brasileiros é algo que impacta no ecossistema do país, uma vez que gera um cenário de destruições de características antrópicas, cujos efeitos são nefastos nos biomas brasileiros. Sendo assim, cabe citar a indústria da agropecuária e a falta de políticas públicas exequíveis como fatores que influenciam esse quadro.

A princípio, é evidente que tais circunstâncias se devem à ação do homem no uso do solo para a agropecuária. A respeito disso, o geógrafo Milton Santos crê que por trás do aparente capitalismo que deu certo, existe, na realidade, diversos problemas gerados por tal sistema. Dessa forma, o uso de agrotóxicos em lavouras agrícolas possui consequência direta na poluição dos lençóis freáticos, o que aumenta a temperatura dessas áreas, por causa da irradiação que impede a capacidade de resiliência da fauna e da flora. Logo, o homem é o maior responsável no processo de desertificação do ambiente, uma vez que o indivíduo visa os interesses econômicos, em seguida, a procura por outras terras férteis, torna-se assim um ciclo destrutivo, o que é inadmissível.

Ademais, deve-se ressaltar a ausência de governo em combater a utilização de forma errônea das terras brasileiras. Desse modo, as leis inexequíveis a respeito das queimadas e dos desmatamentos que geram cenários de erosão, perca da biodiversidade e a emissão de gases tóxicos na atmosfera, o que afeta toda a sociedade. Em síntese, as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito de meio ambiente equilibrado conforme a constituição , o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve o Estado, responsável por garantir o desenvolvimento nacional, em parceria com a Mídia e o Ministério do Meio Ambiente, elaborar campanhas, por meio dos veículos de comunicação, com o objetivo de conscientizar a população sobre os efeitos de agrotóxico no ecossistema. Além disso, deve o Ministério da Justiça, induzir políticas públicas exequíveis, com penalidades severas, a fim de desenvolver baixos índices de desmatamentos e queimadas. A partir dessas ações, espera-se promover um meio ambiente equilibrado e o uso consciente dos solos brasileiros.