O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 23/04/2021
No filme de 2008, Wall-E, é retratado a terra em um cenário pós-apocalíptico devido o consumo exagerado e pela não proteção do meio ambiente. Neste contexto, assim como no filme, no que tange o assunto de uso e ocupação do solo no Brasil, há um grave problema de caráter específicos, quer seja por falta da presença do Estado, quer seja no impacto ambiental em relação aos cidadãos.
A priori, apesar de o Brasil ter sediado a primeira Conferência do Meio Ambiente das Nações Unidas em 1992, posteriormente em 2020, as queimadas na Amazônia tiveram um aumento de 34%, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. No mesmo período o presidente Jair Bolsonaro, acusou ongs e os povos indígenas de terem realizado queimadas ilegais. Com isso demonstra a ausência do Estado no combate ao mal uso do solo.
Ademais, também é necessário levar em conta o uso da palavra solastalgia, que é a junção de duas palavras gregas que de forma literal quer dizer “dor da terra”. Essa palavra vem sendo empregada para o estresse causado pelos impactos ambientais negativos nas pessoas. Com isso, ainda nesse contexto no que tange o mal uso do solo amazônico, os povos indígenas veem sofrendo com a solastalgia culminando em um aumento do suicídio, conforme informado pelo Centro de Valorização da Vida. Portanto, diante do que foi apresentado, medidas precisam ser tomadas pelo Estado. Cabe ao Legislativo elaborar leis e políticas ambientais mais claras e coercitivas quanto ao uso e ocupação territorial. Também, cabe ao Judiciário, por meio de fiscalizações, aplicar multas e se necessário prisões aos que violam o meio ambiente. Ademais também deve ser debatido em sociedade por meio de conferências nacionais o uso e a ocupação da terra dando voz aos cidadãos tupiniquins e incluir os descendentes dos povos originários.