O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 25/04/2021
Na Revolução Neolítica, ocorrida na pré-história, ocorreu o desenvolvimento de técnicas agrícolas e criação de animais, que teve como maior viabilizador a utilização dos solos. Hodiernamente, esse uso ocorre de forma não consciente pelos humanos, acarretando em perda de cobertura do solo. Dessa forma, para que haja reversão dos prejuízos ao meio ambiente que o mal manejo das terras tem causado, cabe analisar as atividades humanas e a urbanização como motivadores do óbice.
Em primeiro plano, salienta-se a má utilização do solo pelos agricultores. O expoente sociológico de Émile Durkheim, filósofo francês, na teoria do “Fato Social”, discorre acerca de a sociedade necessitar de cada indivíduo fazendo sua parte para que haja funcionamento pleno. Sob essa ótica, é observável que tal assertiva é contrariada nos tempos atuais, visto que as ações humanas, a exemplo da forma equivocada de plantio por parte de alguns lavradores, e o uso de agrotóxicos para que não haja perda de produtos, são práticas que degradam os solos, tornando-os inférteis. Desse modo, é notório que a ação antrópica debilita a cobertura agrícola brasileira.
Em segundo plano, é indubitável que a expansão do núcleo urbano prejudica a cobertura das terras do país. Nessa perspectiva, a Carta Constitucional de 1988, que assegura o dever do Poder Público e da coletividade de preservar o meio ambiente é negligenciada, porque os homens utilizam de práticas como o desmatamento e as queimadas para dar lugar a indústrias e cidades. Por conseguinte, o Êxodo Rural, ocorrido em 1960, permanece até hoje, sustentado por práticas irresponsáveis e que não respeitam o ecossistema. Assim, percebe-se abundante parte dos solos sendo perdidos para que ocorra a urbanização desenfreada.
Portanto, nota-se que a utilização irreponsável do solo e a expansão das urbes são agentes catalisadores para a degradação das terras agrícolas brasileiras. Dessarte, urge que o Ministério do Meio Ambiente promova políticas públicas de fiscalização do solo, que deve ocorrer pela especialização de profissionais agrícolas para que possam exercer tal função, com a finalidade de que os solos sejam utilizados de maneira consciente pelos lavradores. Isso deve ocorrer mensalmente e por todos os terrenos agricultáveis do Brasil. Além disso, deve ser promovido um controle urbano por meio da conscientização social, que deve ocorrer por meio de cartazes que contenham sugestões para que os cidadãos tenham atitudes protetoras com a cobetura terrestre. Assim, os solos não seriam perdidos em tamanha proporção, ressaltando os benefícios advindo da Revolução Neolítica em consonância com a ambiência.