O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 25/05/2021
No filme “Rio”, a ave Blue perde seu lar após a floresta onde ele vivia se tornar alvo de desmatamento. Apesar de ficcional a animação retrata mudanças no uso e na cobertura das terras brasileiras de maneira verossímil. Sob esse viés, torna-se válido entender o motivo das alterações, bem como o aumento na velocidade das transformações e quantidade de territórios afetados.
Observa-se, de início, que diversos fatores podem gerar mudanças na cobertura dos territórios. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura o agronegócio é responsável por aproximadamente 70% do desflorestamento na América Latina. Todavia mesmo que a agricultura seja a maior encarregada pelas alterações na utilização das terras brasileiras, principalmente da vegetação florestal, ela não é o único fator. Afinal, desde o período da primeira Revolução Industrial, que tanto o crescimento das cidades, quanto o desenvolvimento das fábricas, exigiam respectivamente, mais espaço e grande quantidade de matéria prima, resultando na alteração do uso do solo no ambiente.
Cabe analisar, ainda, que com o avanço da tecnologia as formas de uso e a cobertura do solo brasileiro estão mudando mais rapidamente. Segundo o ativista ambiental Chico Mendes, preservar até mesmo uma pequena área ambiental teria um impacto não só naquele ambiente, mas em toda a humanidade. Porém, esse tipo de pensamento não é amplamente adotado na atualidade, pois a flora do Brasil está cada vez mais modificada por influência humana. Tal fato ocorre pois com a criação de máquinas mais potentes e o esforço que antes era necessário, e dificultava os processos destrutivos, hoje é reduzido, possibilitando uma maior escala de transformações.
Portanto, para estabilizar o uso e a cobertura do solo no Brasil, mudanças devem ser realizadas. Cabe ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão responsável pela conservação da área florestal brasileira, garantir a preservação ainda maior da flora original de todo o país. Isso deve ocorrer por meio da intensificação da fiscalização, tanto em terra quanto pelos satélites. Dessa forma, situações como a da floresta vista em “Rio”, serão apenas ficção.