O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 23/05/2021

De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado brasileiro garantir à população o desenvolvimento sustentável, que consiste em utilizar recursos e promover o crescimento econômico sem prejudicar a capacidade das gerações futuras. Contudo, tanto o Poder Público quanto o povo prejudicam a efetivação prática da Carta magna, haja vista o uso e a cobertura do solo no Brasil das últimas décadas, cada vez pior e mais destrutivo para o meio ambiente. Sendo assim, tal problemática é inconcebível e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Diante disso, é válido ressaltar que, conforme Victor Hugo, romancista francês, quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha. De maneira análoga, a falta de ação efetiva das instituições responsáveis pelo meio ambiente nacional e sua negligência em relação ao aumento do arco do desmatamento vai ao encontro da relação de causa e consequência traçada pelo autor de “Os Miseráveis”. Com base nisso, a persistência dessa conjuntura é prejudicial ao Brasil e, logo, a população, equivalente à ovelha, padece dos efeitos econômicos e climáticos dessa pouca sustentabilidade e agressão ambiental.

Ademais, segundo Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. No entanto, nessa situação, a postura desejável para melhor uso e cobertura do solo brasileiro - que seria fiscalizar as ações do Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente - não é exercida pela expressiva maioria da sociedade, de maneira a ir de encontro ao pensamento do filósofo prussiano. Dessa forma, o pouco uso de ferramentas digitais e consciência sustentável por parte do brasileiro para questionar autoridades e lutar pelas futuras gerações expõe um problema o qual se mostrou evidente apenas na atualidade, porém, de raízes culturais profundas, com predominância das relações de lucro e interesse. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução desse problema e de suas origens.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem os efeitos do mau uso e cobertura do solo no Brasil. Logo, a fim de promover o desenvolvimento sustentável, melhorar o usufruto da terra e melhorar os índices ambientais do país, é dever de ONGs, da mídia socialmente engajada e da sociedade civil exercitar sua cidadania e fiscalizar o Ministério do Meio Ambiente, além de outras instituições ambientais, por meio do uso das redes sociais e outros canais. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com o MMA, precisa inserir nas programações escolares a educação ambiental regular, por meio de aulas práticas e teóricas sobre as florestas do país, e sua necessidade de proteção, a fim de tornar as futuras gerações mais críticas sobre esse tema. Somente assim, será possível combater e prevenir o aumento do desmatamento e preservar os biomas nacionais.